Página Temática - Investidor

17/05/2017 10:40

SDE participa de audiência em Brasília para destravar setor eólico

A Bahia ocupa o segundo lugar do ranking nacional na geração de energia eólica, podendo chegar ao primeiro, assim que destravar o maior nó do segmento, as linhas de transmissão. São 192 projetos comercializados nos leilões de energia realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entretanto, quando adicionados os contratos privados, o número de empreendimentos chega a 238, com investimentos de R$ 21 bilhões.

Para debater soluções e tentar destravar o setor e permitir que a Bahia lidere a geração de energia limpa no País, será realizada nesta quarta-feira (17), pela Comissão de Minas e Energia, na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma audiência pública, com o propósito de discutir os projetos em execução; as perspectivas de expansão e os entraves enfrentados para essa ampliação; a construção das linhas de transmissão entre os parques geradores e o sistema de distribuição. O Governo do Estado estará representado pelo superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), Paulo Guimarães.

Alguns estados têm enfrentado problemas nas linhas de transmissão, o que atrasa o desenvolvimento do setor. “A Bahia, por exemplo, além da crise econômica, enfrenta um atraso na construção da linha da Abengoa [multinacional espanhola], que entrou em recuperação judicial, há quase dois anos. Isso gera impactos diretos no País, visto que a linha é parte do sistema de escoamento da Usina Elétrica de Belo Monte, e principalmente, na Bahia, que atravessa o estado de leste a oeste, sendo um tronco de escoamento de energia de parques eólicos e solares”, explica Guimarães.

Para 2017 está prevista a implantação de cinco novos empreendimentos como da Central Eólica Babilônica, em Morro do Chapéu, com investimentos de R$885 mi. Os parques eólicos são responsáveis pela injeção de milhões de reais anualmente na economia dos municípios em que se instalam. Quem visita o semiárido baiano nota uma transformação na paisagem e na realidade de vida do sertanejo, a exemplo, dos municípios de Sento Sé, Caetité e Igaporã. Cada MW (Megawatt), gera cerca de 15 empregos em toda a cadeia produtiva. Na Bahia, 26 mil postos de trabalho já foram gerados e a previsão é de que sejam ampliados para 60 mil com a construção dos novos projetos.

Fonte: Ascom/Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE)
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.