Os pescadores do território do Baixo Sul terão mais assistência técnica para melhorar sua produtividade e aumentar suas rendas. A Bahia Pesca inaugurou nesta quinta-feira, 22/05, um escritório em Camamu. O local, implantado com apoio da Prefeitura Municipal, será responsável por promover a oferta de serviços como capacitação, treinamentos, oficinas e cursos, além dos programas do Governo Federal e Estadual, por meio da articulação com as associações, colônias e entidades representativas do segmento.
A Baía de Camamu é considerada a terceira maior baía do Brasil em volume de água, depois das baías de Todos os Santos e Guanabara. Além da agricultura, a pesca artesanal é a principal atividade profissional, abrangendo 14 mil pescadores e marisqueiras. A produção anual gira em torno de 15 mil toneladas de frutos do mar. Para manutenção desta atividade, as famílias de pescadores capturam mais de 60 espécies nos estuários, manguezais e no ambiente marítimo.
Durante a inauguração do escritório, a Bahia Pesca também entregou um veículo e uma embarcação de alumínio para a unidade desenvolver as ações de Ater, além de seis canoas do Projeto Renovar para a Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-17. “A operacionalização do escritório regional e a entrega das canoas no município dinamizará ainda mais nossas atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural no território do Baixo Sul e garantirá a implantação de projetos focados nas necessidades dos pescadores e aquicultores da região”, explicou o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, ressaltando que os técnicos irão prestar assistência para 200 famílias da região, além de fazer o monitoramento dos projetos produtivos e de fomento da Bahia Pesca.
Além do Baixo Sul, a área de atuação do escritório envolve ainda as cidades de Aurelino Leal, Itacaré, Maraú, Ubatiba e Ubatã. Entre os projetos em desenvolvimento na região, destaca-se o Renovar, cujas embarcações foram construídas pelos próprios pescadores em oficinas realizadas pela Bahia Pesca em Maraú. “Foi uma ação importante porque, ao mesmo tempo em que doamos as canoas, ensinamos um ofício para muitos filhos de pescadores na região”, lembra Peixoto. “Agora é tempo de impor celeridade ao processo, ampliando a atuação dos projetos para melhorar a condição de vida dessas pessoas”, apontou o presidente da Bahia Pesca ao indicar que a ostreicultura, algicultura e piscicultura também estarão contempladas na região.