As lagoas de Salvador ganharão mais vida nos próximos dias. A Bahia Pesca está realizando na capital baiana um estudo de viabilidade técnica nos lagos e aguadas da cidade para verificar a possibilidade de se realizar um repovoamento destes espaços. A primeira lagoa a receber novos peixes será o Dique do Tororó. O repovoamento acontecerá no dia 19, às 9h, no píer do Dique, e contará ainda com palestras de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e atividades lúdicas, como um Pesque e Solte exclusivo para as crianças. O Dique receberá cerca de cinco mil juvenis de tilápias.
“Os investimentos que o segmento de pesca e aquicultura na Bahia está recebendo devem ser necessariamente acompanhados de ações que visam educar a população sobre a necessidade de se preservar nossos mananciais. Desta forma, os peixamentos colaboram ao explicar à população sobre a importância do cuidado com o meio ambiente, ao incentivar a criação de peixes em cativeiro e ao abordar as vantagens do consumo de pescado para a saúde”, explica o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto.
A escolha do Dique do Tororó para inaugurar o projeto em Salvador foi feita após o monitoramento dos parâmetros físico, químico e biológico de suas águas, além de um levantamento das espécies que já coabitam a área. “O peixamento dos reservatórios urbanos é uma ação de conservação que busca a preservação da biodiversidade, a reposição dos estoques pesqueiros de forma a suplementar as populações já existentes na região e mantém as espécies em ambientes aquáticos impactados por causas naturais ou pela ação humana”, afirma o assessor de Projetos Institucionais da Bahia Pesca, Eduardo Rodrigues. “Serve, ainda, para fins sanitários, como controle de larvas, mosquitos ou moluscos, transmissores de doenças e, também como despoluidores de determinados ambientes aquáticos”, complementa.
Ampliação do projeto
A Bahia Pesca pretende ampliar o projeto para as lagoas de maior relevância do ponto de vista social e ambiental para cidade do Salvador, como as Lagoas de Pituaçu, do Abaeté, dos Frades, Vela Branca. “Inicialmente será feita uma avaliação destas lagoas, onde observaremos a qualidade da água. Em seguida, vamos calcular a quantidade de peixes que aquele lago poderá receber”, conta Cássio Peixoto.