01/02/2023
Aviso aos navegantes: o barco Rio Vermelho, que há 41 anos é responsável pela condução do presente principal a Iemanjá durante a festa da Rainha dos Mares, está sob nova direção. Parada há dois anos por causa da pandemia do coronavírus, a embarcação volta à ativa sob o comando do mestre Roberto Pantaleão, 66 anos de vida, 48 anos como profissional de Pesca e que há 20 anos trabalha como assessor técnico da Bahia Pesca.
"Já participo da festa há muitos anos, primeiro como pescador, depois como integrante da Comissão Organizadora na época em que presidia a Colônia Z-1, mas essa será a primeira vez que terei a honra de guiar o barco Rio Vermelho", relata Pantaleão, Há 41 anos, que guiará o rio Vermelho da Praia de Santana, onde os devotos deixam as oferendas, ao Buraco de Iaiá, que fica a 3 milhas náuticas da costa.
"Comecei a pescar profissionalmente aos 18 anos, no Porto da Barra, mas depois que fecharam as peixarias próximas eu fui para o Rio Vermelho. Ali comecei a me envolver mais de perto com a Z-1, que é uma colônia secular, mas que não tinha personalidade jurídica até que ajudamos a formalizar a associação na década de 1980”, relata.
Pantaleão conta que com o passar dos anos a festa foi tomando uma proporção tamanha que exigiu uma série de intervenções na sede da colônia. “O barracão só tinha uma entrada, criava um congestionamento enorme a fila ia lá na Praia da Paciência, um tumulto generalizado porque não tinha nem espaço pra colocar 200 balaios. Bolamos a abertura de duas entradas e duas saídas simultâneas, multiplicamos a fluidez, e montamos um tablado na praia que permite transferir os presentes para os barcos que vão chegando para o cortejo”, conta.
Quanto ao presente principal, a confecção é feita de modo sigiloso por um terreiro. A programação começa às 4h, com a entrega de um presente para Oxum no Dique do Tororó e, às 5h o presente chega ao Rio Vermelho. Como reza a tradição, o comandante do barco Rio Vermelho não dá pistas sobre o presente principal. “É segredo, só sai hora”.
Em 2023, a Festa de Iemanjá completa 100 anos de existência e além de fornecer o comandante do Rio Vermelho, a Bahia Pesca está doando utensílios de pesca à Colônia Z-1, além de patrocinar a confecção de camisetas que serão distribuídas entre os mais de mil pescadores associados à entidade.
"A Bahia Pesca é uma empresa criada há 40 anos que tem como missão fomentar a aquicultura e a pesca, observando a natureza econômica, social, ambiental e cultural da atividade. Iemanjá é a maior e mais importante manifestação cultural dos pescadores e nosso apoio é um dever que cumprimos com muita satisfação", esclarece o presidente da empresa, Alexandre Sapucaia.
"Já participo da festa há muitos anos, primeiro como pescador, depois como integrante da Comissão Organizadora na época em que presidia a Colônia Z-1, mas essa será a primeira vez que terei a honra de guiar o barco Rio Vermelho", relata Pantaleão, Há 41 anos, que guiará o rio Vermelho da Praia de Santana, onde os devotos deixam as oferendas, ao Buraco de Iaiá, que fica a 3 milhas náuticas da costa.
"Comecei a pescar profissionalmente aos 18 anos, no Porto da Barra, mas depois que fecharam as peixarias próximas eu fui para o Rio Vermelho. Ali comecei a me envolver mais de perto com a Z-1, que é uma colônia secular, mas que não tinha personalidade jurídica até que ajudamos a formalizar a associação na década de 1980”, relata.
Pantaleão conta que com o passar dos anos a festa foi tomando uma proporção tamanha que exigiu uma série de intervenções na sede da colônia. “O barracão só tinha uma entrada, criava um congestionamento enorme a fila ia lá na Praia da Paciência, um tumulto generalizado porque não tinha nem espaço pra colocar 200 balaios. Bolamos a abertura de duas entradas e duas saídas simultâneas, multiplicamos a fluidez, e montamos um tablado na praia que permite transferir os presentes para os barcos que vão chegando para o cortejo”, conta.
Quanto ao presente principal, a confecção é feita de modo sigiloso por um terreiro. A programação começa às 4h, com a entrega de um presente para Oxum no Dique do Tororó e, às 5h o presente chega ao Rio Vermelho. Como reza a tradição, o comandante do barco Rio Vermelho não dá pistas sobre o presente principal. “É segredo, só sai hora”.
Em 2023, a Festa de Iemanjá completa 100 anos de existência e além de fornecer o comandante do Rio Vermelho, a Bahia Pesca está doando utensílios de pesca à Colônia Z-1, além de patrocinar a confecção de camisetas que serão distribuídas entre os mais de mil pescadores associados à entidade.
"A Bahia Pesca é uma empresa criada há 40 anos que tem como missão fomentar a aquicultura e a pesca, observando a natureza econômica, social, ambiental e cultural da atividade. Iemanjá é a maior e mais importante manifestação cultural dos pescadores e nosso apoio é um dever que cumprimos com muita satisfação", esclarece o presidente da empresa, Alexandre Sapucaia.