Dos 13 itens da pauta de reivindicações dos Movimentos Sociais, mais da metade serão atendidos pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura. As propostas foram analisadas na manhã de hoje (22) pelo presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, e 10 representantes de seis associações de pescadores e marisqueiras de Canavieiras, Ilha de Maré e Batateiras que receberam, na ocasião, 70 petrechos de pesca para auxiliar no desenvolvimento de suas atividades.
Cerca de 30 embarcações também já estão programadas para serem entregues ao Movimento dos Pescadores ainda no primeiro semestre deste ano. Outras 600 canoas deverão ser entregues até o final do ano, numa ação em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Seir), por meio da Coordenação de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Com o atendimento dos pleitos, a empresa vai beneficiar 280 pescadores e marisqueiras, abrangendo 1.400 famílias nos três municípios. Capacitação profissional, Escola das Águas, Unidade de Beneficiamento de Pescado, embarcações, petrechos, curso de mecânica e infraestrutura para construção de píer e atracadouros são os itens da pauta equalizados pela Bahia Pesca.
Durante o encontro o Presidente da Bahia Pesca ressaltou que as duas linhas de trabalho que devem nortear o pleno desenvolvimento da atividade são Educação e Estatística. “São palavras que exigem medidas de médio e longo prazo para sua consolidação. E o Governo do Estado já disponibiliza de imediato dois sistemas, o SIN-EBDA e o Cad-Cidadão, instrumentos importantíssimos para cadastrar e identificar o perfil dos pescadores na Bahia, juntamente com outras instituições para fazer uma leitura mais digna e respeitosa da atividade e de quem vive dela.”, enfatizou Cássio Peixoto, destacando que a Bahia Pesca, ainda este ano, vai criar um Núcleo de Estatística Pesqueira para embasar o desenvolvimento da atividade na Bahia, otimizando recursos humanos e financeiros.
Representando os pescadores presentes na reunião, Marcos Brandão deixou clara a necessidade de criação de um marco regulatório para delimitação das áreas pesqueiras na Bahia. “Não queremos discutir somente ganhos imediatos, queremos definições na condução política sobre projetos de pesca no Estado. Sabemos que é um trabalho longo e que requer muitas discussões, mas já estamos felizes com os avanços”, disse Brandão, agradecendo a proatividade e o apoio logístico da Bahia Pesca que permitiu a participação de 20 pescadores no 1º Seminário Nacional de Monitoramento da Pesca Artesanal, evento que ocorre esta semana em Salvador.