Um protocolo de intenções que vai beneficiar direta e indiretamente 70 famílias e 40 cooperados envolvidos com a aquicultura no Baixo Sul da Bahia foi assinado na manhã desta quinta-feira (8), pela Secretaria da Agricultura (Seagri)/Bahia Pesca, Pratigi Alimentos e a Casa Familiar das Águas do Baixo Sul (CFA). A parceria pretende desenvolver pesquisa aplicada ao cultivo do peixe Beijupirá Familiar na região, buscando melhorar as condições de produtividade das atividades de aquicultura, através do envolvimento das comunidades do entorno.
A assinatura aconteceu no estande da Bahia Pesca, no Centro de Convenções de Salvador e faz parte da programação da III Aquapesca Brasil, maior feira internacional do setor, que começou nesta quarta-feira (07) e vai até a próxima sexta-feira (09), com o objetivo de discutir os avanços e as oportunidades de negócios do setor. O evento reuniu durante a abertura o ministro da Pesca e da Agricultura, Marcelo Crivella, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles e o presidente da associação de pescadores da Bahia, José Carlos Rodrigues.
A parceria firmada consiste na elaboração de pesquisa para a criação do Beijupirá em tanques rede e no desenvolvimento de ração apropriada para o peixe, que não está tão bem adaptado às condições brasileiras quanto às outras espécies. Além disso, promoverá a integração das comunidades no projeto. “A Tilápia, em um ano, pesa 1kg. O Beijupirá, no mesmo período, atinge 6kg. Diante disso, o nosso desafio é ter mais rentabilidade com o custo de produção reduzido e, para isso, é preciso fazermos pesquisas”, destacou o presidente da Bahia Pesca Isaac Albagli.
Para o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a iniciativa avança para dar autonomia às famílias. “Essa parceria é um caminho para darmos sustentabilidade ao pescador, pois ele terá condições de sobrevivência a partir da sua atividade local. Comprar somente ração industrializada não traz desenvolvimento, portanto, não é sustentável”, destacou.
A presidente do Conselho Deliberativo da Casa Familiar das Águas do Baixo Sul (CFA), Zenaide dos Santos, reforça a opinião do secretário, ao afirmar que as comunidades terão a possibilidade de crescimento a partir da aquicultura. “Temos o ambiente favorável para isso e tenho certeza que os pescadores conseguirão implementar esse trabalho”, pontuou.