Reestruturação, fortalecimento, inovação e consolidação. Essas serão as palavras
norteadoras das ações relacionadas à Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria
da Agricultura, para o ano de 2013. A profissionalização da pesca artesanal, os novos
caminhos para a industrialização, o desenvolvimento da assistência técnica e a
ampliação do Programa de Terminais Pesqueiros da Bahia foram os principais eixos
estratégicos discutidos pelo corpo técnico, diretores e pelo Presidente da Bahia Pesca,
Cássio Peixoto, em reunião ocorrida na manhã de ontem (24) na sede da empresa em
Salvador.
“A Bahia vem despontando, entre os estados brasileiros, como um dos principais
celeiros da agropecuária nacional e agora vai descortinar uma nova matriz produtiva
de grande aspecto econômico e social que é a aquicultura e a pesca”, avalia o
secretário Eduardo Salles, manifestando seu apoio à atividade e ao novo presidente da
Bahia Pesca.
O Estado tem 1.200 km de costa, ocupa a terceira posição no ranking nacional da
produção de pescado e a segunda do Nordeste. Além disso, produz cerca de 115
mil toneladas/ano de pescado e é pioneiro na produção de tilápia em tanque-rede.
“Neste cenário o principal desafio será estabelecer sólidos impulsos à pesca artesanal
e fomentar suporte aos processos de industrialização e comercialização, uma vez que
um não funciona sem o outro”, analisa Peixoto. “Desta forma, vamos inserir milhares
de famílias no mercado da pesca e aquicultura, fomentando ainda a atividade de
pequenos, médios e grandes empresários”, completa o presidente da Bahia Pesca.
Segundo ele, a partir dessa realidade, será possível alavancar alguns desafios
como fortalecimento da Assistência Técnica; Reestruturação das Estações de
Alevinos e Unidades Produtivas de Piscicultura; Implantação dos Entrepostos de
Pescados em conjunto com a Adab e do Projeto Piloto do cultivo do Bijupirá familiar;
Ampliação da capacitação de pescadores; Impulsionamento do Projeto Barco Escola;
Regulamentação da Pesca e Aquicultura no Estado; Consolidação, ampliação e
definição da gestão dos Terminais Pesqueiros. “Vamos analisar a possibilidade de
utilizar o modelo de gestão em Parceria Público-Privado, de modo que possamos
ofertar esses serviços essenciais aos usuários dos Terminais de Salvador e Ilhéus”
acrescenta Cássio Peixoto, “Afinal os investimentos do Governo do Estado precisam
ser traduzidos em benefícios diretos para a sociedade, de forma a gerar emprego e
renda para os que mais precisam”, diz.
Nesse sentido, uma agenda de trabalho já está sendo elaborada em parceria com
a SEDIR, através da CAR, e também com o SEBRAE e a Secretaria Extraordinária de
Portos. Como prioridade também foram colocados os aspectos de infraestrutura
para a melhoria dos serviços de Assistência Técnica, a partir do novo modelo de
chamada pública, calcada na recente Legislação Federal, como a informatização e
gerenciamento dos projetos, de forma a obter uma mensuração rápida e eficiente dos
resultados alcançados nos projetos. “Com isso, programas estruturantes como o Vida
Melhor, terão como ser alimentados com dados consistentes e que permitam avaliar
as linhas de progresso”, aponta Peixoto que, durante a reunião, esteve acompanhado
pela Chefe da Divisão de Informática da EBDA, Regina Marinho e pela equipe da
PRODEB.
Terminais – Inaugurados pelo Governador do Estado, Jacques Wagner e pelo
secretário da Agricultura, Eduardo Salles, em novembro do ano passado, os Terminais
Pesqueiros de Salvador e Ilhéus foram idealizados para estimular a economia local,
oferecendo aos pescadores da região e visitantes uma área própria para trabalharem
adequadamente.
“Mais do que um simples apoio logístico, a finalidade dessas estruturas é promover
uma nova visão da atividade, tendo apoio do setor para a qualificação de mão-de-obra,
capacitação profissional e formação de gestores”, explica Peixoto, lembrando que a
unidade de Ilhéus é dotada de câmaras e túneis de espera, congelamento e estocagem
de iscas e refrigerados, sala de higienização, pátios de caminhões, vestiários, sanitários
e casa de máquinas. Fábrica de gelo com capacidade para 50 mil quilos/dia, central de
fornecimento de energia, boxes de vendas, oficina de manutenção de embarcações,
central de higienização de caixas, lanchonete e estacionamento também compõem a
estrutura da unidade.
“E para que tudo isso funcione adequadamente é necessário esforço em conjunto
entre Governo, Cooperativas, Associações, Federação dos Pescadores e demais
entidades setoriais e iniciativa privada para utilizar, aproveitar e estimular o uso de
toda a capacidade estimada e planejada para os equipamentos”, finaliza o presidente
da Bahia Pesca, ressaltando que a expectativa da empresa com relação aos terminais
é melhorar a qualidade e a produtividade do pescado local, aprimorar as condições de
trabalho e reduzir o custo do peixe para os moradores da cidade e região.