Governo da Bahia mobiliza secretarias para diminuir impactos da mortandade de peixes em Conceição do Coité

30/01/2013

Diante da mortandade dos peixes no açude Itarandi o Governo do Estado da Bahia
está colocando em prática as ações mitigadoras pós seca para enfrentar e minimizar os
problemas causados pela forte estiagem. A partir deste domingo (27) técnicos estaduais
serão enviados ao local, num esforço conjunto entre a Secretaria da Agricultura, por
intermédio da Bahia Pesca, a Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional, por
meio da Companhia de Ação e Desenvolvimento Regional (CAR) e Secretaria do Meio
Ambiente, através do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), visando
auxiliar a prefeitura municipal de Conceição do Coité a resolver de maneira rápida os
impactos causados pela morte dos peixes.

“União e solidariedade são as palavras de ordem neste momento”, enfatiza o Secretário
da Agricultura, Eduardo Salles. “Conforme orientação do Governo do Estado a
Seagri está em permanente diálogo com demais secretarias e prefeituras municipais
e já estabeleceu em seu Plano de Enfrentamento dos Efeitos da Estiagem, em ações
conjuntas que impactem positivamente para as milhares de famílias que vivem também
da pesca e aqüicultura em todo o território baiano”, diz Salles.

Com a chegada das chuvas em Conceição do Coité a suspeita é de que, após o
prolongado período de seca, tenha ocorrido um acúmulo de material orgânico que,
aliado às águas torrenciais na região, provocou um aumento na produção de gás
carbônico no açude. “Este fenômeno é comum em reservatórios eutrofizados o que
faz com que ocorra uma excessiva proliferação de microalgas e, consequentemente,
uma diminuição dos níveis de oxigênio dissolvido na água, tornando o meio ambiente
desfavorável para a sobrevivência dos peixes ali existentes”, explica o Diretor Técnico
da Bahia Pesca, Jorge Figueiredo, enfatizando que a primeira providência será o envio
de uma equipe da empresa, ainda neste domingo, para in loco, dimensionar o problema
e monitorar a qualidade da água no açude.

A segunda medida deve ocorrer quando as condições da água estiverem propícias para
o repovoamento de peixes. “Essa ação visa garantir a segurança da atividade, de quem
vive dela, do meio ambiente e da população. Estamos observando criteriosamente todos
os aspectos físico-químicos do meio para, em seguida, constituir novo povoamento
do manancial, a fim de aumentar a piscosidade do açude de Itarandi”, acrescenta o
presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, informando também que todas as Estações
de Piscicultura da empresa estão sendo monitoradas e preparadas para produzir 60
milhões de alevinos e assim reparar os danos causados pela seca na Bahia.

Numa etapa posterior os ribeirinhos receberão orientação que possa garantir a
continuidade da atividade sem, contudo, causar nenhum tipo de prejuízos econômicos
ou ambientais. Eles serão orientados a não usar redes com malhas pequenas, para
preservar os filhotes de peixes colocados e que servirão como futuras matrizes a
povoar o açude. Além disso, a Bahia Pesca deve aumentar a capacidade de produção
das Estações de Piscicultura, não impactadas pela estiagem, objetivando acelerar o
repovoamento dos mananciais hídricos mais afetados em todo o Estado.

Outras ações de Governo que vêm sendo intensificadas são a recuperação e construção
de novas aguadas. “Já temos recursos assegurados para construir 300 pequenas
barragens no semiárido, aliando oferta de infraestrutura hídrica à geração de emprego e
renda para quem vive da pesca, articulada no Programa Vida Melhor”, ressalta o diretor
da CAR, Vivaldo Mendonça, que também colocou a Companhia à disposição para
auxiliar o município na resolução dos problemas enfrentados pela região.

E, caso as análises iniciais não apontem problemas ambientais relacionados à
mortandade dos peixes, equipes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) já
estão prontas para avaliar as condições sanitárias que possam ter ocasionado o evento.