Boas notícias para os pescadores e marisqueiras baianas: a Bahia Pesca, antecipou o repovoamento de caranguejos no manguezal do Porto de Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação, a72 kmde Salvador. A colocação dos crustáceos no meio ambiente acontecerá nesta quinta-feira (14), às 16h. Serão despejados no mangue cerca de 500 mil megalopas do animal - caranguejos em fase de crescimento, medindo apenas meio centímetro. A ação faz parte do projeto Puçá - Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-Uçá, realizado pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura (Seagri).
Os animais – ainda em forma de larvas - foram criados nos laboratórios da empresa na Fazenda Oruabo, onde passaram cerca de duas semanas em tanques com temperatura e salinidade da água monitoradas. A boa adaptação permitiu que os crustáceos evoluíssem para a fase atual, chamada de megalopas, quando estão prontos para serem colocados na natureza.
Passo-a-passo
O processo de produção dos caranguejos em cativeiro começa com a captura, por parte de pescadores e marisqueiras, de fêmeas ovadas (grávidas) da espécie. Estes indivíduos são colhidos preferencialmente no mesmo habitat em que as megalopas serão distribuídas no futuro. “As 115 fêmeas que temos hoje foram capturadas nos manguezais de Acupe,em Santo Amaro”, conta a tecnóloga em aquicultura, responsável pelo Laboratório de Larvicultura de Caranguejo-Uçá da Bahia Pesca, Eliane Hollunder.
Os animais são alimentados com peixe e camarão até a eclosão dos ovos. É neste momento que “nasce”, em forma de larva, a iguaria tão apreciada por baianos e turistas. As larvas então são colocadas em tanques onde se alimentam de microalgas e microcrustáceos e vão se desenvolvendo até atingirem o estado de megalopas.