Bahia Pesca e Casa Civil analisam ações conjuntas

13/03/2013

Estabelecer mecanismos para promover o desenvolvimento autônomo da atividade de pesca e aquicultura e elaborar relatórios sistêmicos para dar sustentabilidade aos projetos. Esses foram os principais eixos estratégicos discutidos na tarde de ontem (12) em reunião entre o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep) da Casa Civil e Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri).

O corpo técnico das duas instituições analisou o andamento dos projetos, a reestruturação de algumas ações e o fortalecimento da Assistência Técnica para atender aos mais de 125 mil pescadores e aquicultores baianos cadastrados. “E para assistir adequadamente àqueles que precisam, temos que consolidar a base de dados, criando ferramentas que possibilitem a captação de informações em tempo real e a mensuração de resultados nos projetos”, pontuou o Presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto, lembrando que existem também muitos desafios a serem enfrentados para minimizar os impactos da seca.

Para o Diretor Executivo do Funcep, Marco Aurélio Santos, “embora as previsões apontem para mais dificuldades com o prolongamento da estiagem, o apelo econômico e social dessas atividades é muito forte e requer acompanhamento contínuo para otimização de recursos, objetivando alcançar os pequenos produtores”, enfatizou o Diretor, ressaltando que a meta do Funcep é melhorar as condições de vida dos pescadores e aquicultores baianos que vivem abaixo da linha da pobreza.

Nesse cenário a Bahia Pesca apresentou os principais programas que, com apoio do Funcep, podem contribuir para a melhoria socioeconômica de milhares de famílias em todo o Estado. “A dinamização da Assistência Técnica, a profissionalização da pesca artesanal, a verticalização da produção de algas, as unidades de beneficiamento do pescado e a atualização cadastral junto ao Registro Geral da Pesca estão entre as atividades que devem mudar o perfil da pesca e aquicultura na Bahia”, pontuou o Presidente da Bahia Pesca.

Segundo ele, a partir da consolidação da base de dados, será possível analisar estrategicamente os números apresentados pelos projetos e agir localmente na solução dos principais problemas do setor. “Temos muitas frentes de ação como a reestruturação das Estações de Alevinos e Unidades Produtivas de Piscicultura, o impulsionamento da cadeia produtiva do Bijupirá e a ampliação da capacitação de pescadores”, citou Peixoto ressaltando também a importância do funcionamento dos dos Terminais de Salvador e Ilhéus para atender aos pescadores das regiões. “Afinal os investimentos do Governo do Estado precisam ser traduzidos em benefícios diretos, gerando emprego e renda para os que mais precisam”, finalizou.