A natureza da Caatinga é determinada pela predominância do clima semiárido. Possui uma variação de precipitação entre os anos menos e mais chuvosos de 200 a 800mm, com amplitude térmica variando entre 13°C à noite e 35°C durante o dia, e o tipo de solo é raso e pedregoso. Foi nessa vegetação que os alunos do Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CPCIF) tiveram mais um ciclo de aulas.
Na Caatinga, a vegetação tem grande representatividade nas cactáceas como mandacaru, xique-xique, facheiro, e bromélias como macambira e o croatá. Com elas, os alunos puderam entender mais de perto como se caracterizam e suas especificidades. O que faz com que a prevenção e o combate aos incêndios florestais sejam ainda mais precisos, o que é fundamental para que a atuação aconteça de forma mais rápida.
“Submeter os bombeiros militares a treinamentos nesse bioma é proporcionar aclimatação, adaptação ao ambiente operacional hostil dos combates aos incêndios florestais, diminuindo significativamente os riscos de acidentes e problemas de saúde relacionados ao trabalho extenuante sob altas temperaturas. Dessa forma, o CBMBA vem conseguindo impor cada vez mais um ritmo favorável nos combates, com segurança e resultados excepcionais pelos especialistas florestais”, explicou o soldado BM Oscar Lopes.
O CPCIF visa o aperfeiçoamento dos bombeiros para que as respostas aos incêndios florestais sejam cada vez mais efetivas. Faz parte do que recomenda o programa Bahia Sem Fogo, do Governo do Estado, sob a coordenação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). É dividido entre aulas teóricas e práticas, sendo realizado tanto na capital baiana quanto na região da Chapada Diamantina, além das regiões oeste, sul e norte do Estado, passando por todos os biomas que compõem a Bahia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Estes são os locais onde os incêndios florestais de maior magnitude são registrados.