Em grupos de seis bombeiros militares, conhecidos como Gbom's, equipes do 12° Grupamento de Bombeiros Militar (12°GBM/Salvar) percorrem todos os circuitos da folia, com mochilas contendo todo o material necessário para os atendimentos, além de macas flexíveis. As ocorrências mais atendidas pelas equipes são relacionadas a atendimentos pré-hospitalar (aph), que podem ser ocasionadas por entorses, queimaduras ou feridas ocasionadas por instrumentos perfurantes e/ou cortantes.
“Pedimos que os foliões tomem cuidado com os tachos das baianas de acarajé ou o utensílio que os vendedores de queijo coalho utilizam para esquentar a guloseima. Esses equipamentos podem causar queimaduras. Outro cuidado, são com os palitos do queijo, é fundamental que sejam descartados em local seguro e que de preferência sejam quebrados”, explicou o major BM Rogério Cerqueira. De acordo com ele, o ideal é que esse tipo de material não seja comercializado dentro dos circuitos. “Mas como é difícil esse controle, pedimos que as pessoas tomem o máximo de cuidado, para terem uma festa tranquila”.
Em caso de incidentes, o primeiro atendimento às vítimas é feito dentro do circuito mesmo, quando as equipes do Salvar realizam a avaliação e seguem com o protocolo para os demais passos. A depender do caso, a pessoa pode ser liberada ali mesmo, encaminhada a um dos postos de saúde no circuito ou levada a uma unidade de saúde com uma ambulância do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA). Na última semana, o CBMBA recebeu 20 viaturas tipo ambulâncias que já estão sendo empregadas nos circuitos. Elas ficam em pontos estratégicos da festa para se deslocarem com rapidez em caso de emergências após o primeiro socorro das equipes com o aph.