Durante a manhã desta quinta-feira (27), o Comitê Governamental de Convivência com o Semiárido se reuniu, na Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para discutir ações estratégicas de mitigação dos impactos que a estiagem tem causado em cidades da Bahia.
Com a presença de 17 secretarias e órgãos públicos, o Comitê Governamental é uma das instâncias da política estadual de convivência com o semiárido, que integra o Fórum Estadual de Convivência com o Semiárido, composto por organizações da sociedade civil, governo e comunidade científica. No encontro, foram alinhadas as ações já existentes e discutidas novas iniciativas para reduzir os impactos da falta de chuva.

De acordo com dados da Defesa Civil, atualmente 75 municípios baianos estão em Estado de emergência devido à seca. O cenário tem se agravado, afetando o abastecimento de água, a produção agrícola e a qualidade de vida da população rural.

Segundo Osni Cardoso, secretário de Desenvolvimento Rural, a estiagem prolongada é uma realidade que deve ser enfrentada com medidas sustentáveis e eficazes.
“O Governo tem realizado ações durante todo o ano em diversas regiões, de forma estratégica, e esse encontro tem esse intuito: apresentar o que já estamos fazendo e adequar essas ações à atual situação dos territórios que estão em estiagem severa, já que o tempo e seus efeitos estão em constante mudança”, disse Osni.
José Tosato, coordenador de Acompanhamento de Políticas de Inclusão Socioprodutiva e Sustentabilidade (COPIS), da Casa Civil, destacou que o encontro também teve o objetivo de atualizar os participantes sobre a situação da seca no estado. “Tem aqueles territórios em que os problemas são mais emergenciais do que outros. É isso que a gente também vai estudar, vai se debruçar para tomar as medidas rapidamente, as medidas necessárias para que a gente antecipe as providências que possam beneficiar o conjunto da sociedade”.

Entre as pautas abordadas estão: análise da conjuntura climática nos territórios, proposição e encaminhamento de medidas mitigadoras, aprimoramento do monitoramento e avaliação de medidas estruturantes. Agora, os Grupos de Trabalho (GTs) irão deliberar a partir do aprofundamento e levantamento de informações junto aos territórios, sejam elas de teor alimentar (humano e animal), hídrico, meteorológico e/ou rural.