ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL A TARDE - COLUNA OPINIÃO
16/05/2008 - A caminho do desenvolvimento
Dados preliminares demonstram que o esforço realizado ao longo de 2007 para retomar o crescimento na Bahia foi eficiente. A partir da construção de um orçamento realista - com redução das despesas e da dívida pública -, com a atração de novos capitais e a geração de emprego e renda, espera-se a confirmação de um aumento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. De antemão, sabe-se que a produção industrial cresceu 2,01% no ano passado. O volume de vendas do comércio varejista subiu 10%, com destaque para móveis e eletrodomésticos (18,3%) e veículos (21%). São números significativos, que marcam uma inflexão no desempenho econômico verificado anteriormente na Bahia. É conhecido o fato de que, a partir de 2004, o PIB baiano experimentou uma acentuada queda em seu ritmo de crescimento, devido à saturação de um modelo excludente e concentrador baseado em incentivos a empreendimentos grandiosos e com baixa geração de empregos. Para atacar essa situação, já em 2007 o governo do Estado, dentro de sua visão estratégica, orientou o planejamento estatal na busca do crescimento econômico, com redução da desigualdade social – vale dizer, espelhando-se também na União, que desde 2003 desenvolve uma política de longo prazo em que o governo federal assume o papel de indutor da vida econômica. Assim, como resultado dessa parceria, avançaram na Bahia vários investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a exemplo da Via Expressa Portuária, que permitirá o transporte seguro e rápido de cargas entre o Porto de Salvador e a BR-324. Outras obras, como a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, esta no âmbito do Plano Nacional de Viação, serão iniciadas com objetivo de promover a integração social e econômica da Bahia com o restante do País e com a América Latina, contribuindo para modernizar a infra-estrutura local e para elevar a competitividade do Estado. Da mesma maneira, um convênio de R$ 6 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Agrário possibilitou a implantação de agroindústrias com a participação de agricultores familiares. Em outra frente, foram destinados R$ 7 milhões para a assistência técnica prestada por organizações e movimentos rurais aos pequenos agricultores. O Programa Garantia Safra beneficiou aproximadamente 50 mil agricultores em 2007, graças à forte adesão de prefeituras, o que representa uma mudança também na relação federativa no Estado. Por outro lado, o governo do Estado atraiu novos investimentos. Em 2007, foram instaladas 42 empresas, com recursos superiores a R$ 705 milhões e geração de 5.462 empregos diretos. Outras 58 empresas estão em fase de implantação, com recursos totais de R$ 3,9 bilhões e com previsão de 8.784 empregos diretos, e protocolos de intenção envolvem investimentos de R$ 6,3 bilhões e a expectativa de 15.477 empregos diretos. Em todo o ano passado, foram criados 58.720 novos postos de trabalho com carteira assinada, o dobro de 2006 - convém ressaltar que 34 mil surgiram no ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL A TARDE - COLUNA OPINIÃO interior da Bahia, em consonância com as ações estaduais de desenvolvimento regional. Cabe, aqui, o compartilhamento de uma informação valorosa para todos os homens e as mulheres da Bahia: em seus contatos com empreendedores estrangeiros, o governador Jaques Wagner sempre ouve elogios à qualidade e à produtividade da mão-de-obra do Estado, que se assemelha à de países desenvolvidos. Cada um desses sucessos, porém, reitera os desafios atuais da Bahia. Dado o ritmo de crescimento que se deseja nos próximos anos, desde já é necessário investir no segmento estratégico da educação técnicoprofissional. Por isso, o governo do Estado ofereceu, em 2007, 7.672 vagas, ampliando esse número para 14.800 em 2008 somente no primeiro semestre. Esse investimento na educação profissional impulsionará o crescimento econômico, as condições de contínua geração de emprego e renda e, principalmente, a igualdade de oportunidade. Embora muito tenha sido feito, como se demonstrou aqui, o percurso é longo, mas não deve restar dúvida de que o caminho adotado é mais democrático, justo e humano, além de representar um modelo de desenvolvimento mais consistente e dinâmico.