IPEA e Estado promovem Conferência do Desenvolvimento na Bahia

30/08/2011

 

CODE-04-10-2011O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Governo da Bahia, promoveu nos dias 4 e 5 de outubro, em Salvador, a Conferência do Desenvolvimento – edição Bahia (Code Ipea/BA), que debateu os desafios para o desenvolvimento do Brasil e do Nordeste. A abertura do evento, no Hotel Pestana, contou com a participação do governador Jaques Wagner, da secretária estadual da Casa Civil, Eva Chiavon, do secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro, e do diretor de Estudos Regionais do Ipea, Francisco de Assis. O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, conduziu a palestra de encerramento.

O seminário foi uma oportunidade para que gestores públicos, estudantes, pesquisadores, professores e sociedade em geral aprofundem o conhecimento acerca da realidade socioeconômica brasileira, com ênfase no desenvolvimento da região Nordeste e aperfeiçoamento das políticas governamentais. As discussões ocorreram com painéis e oficinas com a participação de autoridades, especialistas e acadêmicos. As atividades foram realizadas no Pavilhão de Aulas 3 da UFBA.

“Nossa ideia aqui é fazer dois dias de reflexão sobre a projeção do futuro. Desta maneira, vamos errar menos e atrair mais desenvolvimento, que, para mim, é quando juntamos sustentabilidade econômica com inclusão social e ambiental. Os desafios são muitos, mas o momento é bom porque estamos em um ambiente de crescimento”, afirmou o governador Jaques Wagner.

Os indicadores socioeconômicos de desenvolvimento da Bahia têm demonstrado avanços significativos, de acordo com o relatório desenvolvido pelo Ipea, ‘Série Indicadores Socioeconômicos: Bahia, de 2001 a 2009’. Os índices que mais avançaram foram emprego e renda, abastecimento de água, educação, saneamento básico e distribuição de renda.

Mais estudos


De acordo com o relatório do Ipea, os baianos também passaram a ficar mais tempo na sala de aula, em média seis anos de estudos, enquanto em 2001, o tempo era de cinco anos. Outro dado positivo está na redução do analfabetismo, que caiu de cerca de 25% para aproximadamente 16% da população.

“Esses dados mostram que todos os indicadores que se referem aos territórios da Região Nordeste, melhoraram muito. Porém a caminhada ainda é longa. É fundamental estes estudos para podermos conhecer caminhos e soluções para melhorar ainda mais estes índices”, disse o diretor de Estudos Regionais do Ipea, Francisco de Assis. Para ele, a Code-BA tem essa finalidade por discutir o desenvolvimento dos estados e das regiões do Brasil.

Redução da pobreza

Segundo a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, o governo da Bahia tem promovido diversas políticas públicas visando ao desenvolvimento econômico e social do estado, por meio de projetos de infraestrutura, atração de investimentos e políticas sociais.

“Todos esses resultados fazem parte de uma estratégia utilizada pelos governos federal e estadual, que resolveram unir desenvolvimento econômico com o social. Houve uma redução da pobreza, uma mobilidade social de 1,3 milhão de baianos que ascenderam a melhoria da renda”, disse a secretária, acrescentando que a política social do governo vai continuar a fim de melhorar o acesso à saúde, reduzir o desemprego, o analfabetismo e outras melhorias.

Infraestrutura

Para que o estado continue melhorando os índices socioeconômicos, o Governo do Estado tem buscado investimentos e garantido recursos para obras de infraestrutura, como a Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), o Porto Sul e, dentre outras, a recuperação de rodovias. Segundo o secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro, as prioridades do estado foram garantidas no Plano Plurianual 2012-2015. Serão mais de R$ 9,8 bilhões da União destinados ao estado no próximo ano.

Entre os investimentos garantidos pela proposta orçamentária para 2012, estão os da área de transporte, que contará com R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão destinado à construção da Fiol, no trecho que vai de Ilhéus a Barreiras. Há também a implantação dos parques eólicos no estado, que têm previstos recursos de R$ 315 milhões da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) no município de Casa Nova.