Vida Melhor: Espaço no aeroporto de Salvador estimula venda de produtos de matriz africana

30/08/2011

 

vidamelhor-2-19-11-2011Para estimular a venda de produtos de matriz africana, como vestuário, artesanato e culinária, o Governo da Bahia, por meio do programa Vida Melhor, inaugurou um espaço no Aeroporto Internacional de Salvador onde estarão expostos, até o dia 30 deste mês, os trabalhos da Rede Mauanda Bankoma, que envolve comunidades de terreiros de Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho, Candeias e Camaçari. A iniciativa faz parte da programação do Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI). O estande foi viabilizado em uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), Casa Civil do Estado e Infraero.

Segundo a mãe de santo Maria Lúcia, do Terreiro São Jorge Filho da Gomeia, divulgar o trabalho da Rede Mauanda é importante porque ela une e representa várias comunidades. “Estarmos num espaço como o aeroporto é de uma importância muito grande para a sociedade nos conhecer, porque se fala muito de terreiro, mas muita gente não sabe que produzimos muita coisa bonita, que podemos ser sustentáveis. Essa é a oportunidade para mostrarmos toda essa beleza e riqueza”.

O secretário de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio, disse que essa ação do Governo da Bahia é excelente, porque estimula a produção de bens materiais com respeito às suas tradições e culturas. “O programa Vida Melhor está fazendo o que ele realmente se propõe a realizar, uma estratégia produtiva que valoriza as tradições e a cultura da nossa terra”.

Estímulo à cultura afro

O coordenador-executivo do Vida Melhor, Fábio Freitas, da Casa Civil do Estado, afirmou que a prioridade do programa é trabalhar com as comunidades que mais precisam, entre elas as de terreiros e de quilombos, que têm dificuldade de expor e vender seus produtos. “Organizamos esse espaço para difundir a arte feita por essas comunidades e, assim, começar a gerar um processo de sustentabilidade econômica para essa atividade artesanal, que é de excelente qualidade, de raiz, própria do legado da nossa cultura”.

De acordo com o coordenador do Vida Melhor Urbano, Ailton Florêncio, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), a iniciativa visa ampliar a renda e a dignidade dessas famílias e fazer com que essa cultura se preserve e se reproduza. “As pessoas que passam pelo estande querem conhecer essa produção, e o que há de mais rico na Bahia é a cultura popular. A partir dessa rede queremos mostrar pra todo mundo que é possível se articular de forma organizada. Queremos apoiar também outros grupos no Estado”.