Parceria quer ampliar cursos para produtores em empreendedorismo rural

31/08/2007



O Centro de Treinamento do Sistema Faeb/Senar de Feira de Santana pode se transformar numa referência para todo o estado na formação de pequenos empreendedores agroindustriais. A instituição recebeu hoje (31) a visita do secretário da Indústria, Comércio e Mineração, Rafael Amoedo, que conheceu o funcionamento do centro acompanhado do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), João Martins, e do superintendente do Senar, Mário Sabino.

A proposta do projeto, que existe desde a década de 90, é apoiar o empreendedorismo rural, permitindo ao pequeno agricultor agregar mais renda à sua produção.

Além da unidade de Feira de Santana, o Sistema Faeb/Senar mantém outro centro em funcionamento no município de Gandu. As duas instituições promovem cursos, com duração entre 28 e 40 horas, nas áreas de derivados de leite (queijo frescal, ambrosia, iogurte) e processamento de vegetais e embutidos e defumados (carne de caprino, bovino, peixe e frango).

Nesse último curso, os alunos – em geral, pequenos produtores – aprendem desde a fazer cortes especiais das carnes até o processo de defumação, que, apesar de relativamente simples, pode triplicar o valor final de venda do produto.

Algumas das características dos cursos oferecidos pelos centros de treinamento são a ênfase na questão da higiene e sanidade e a utilização de equipamentos que sejam acessíveis aos futuros empreendedores rurais.

Segundo Amoedo, a iniciativa é muito importante, “porque dá seguimento a projetos conseqüentes como este, que qualifica a mão-de-obra e promove o empreendedorismo”. Ele destacou a possibilidade de se criar um selo para a comercialização dos produtos ligados ao público do projeto, assim como a intermediação de sua venda junto aos atacadistas do estado.

O presidente da Faeb explicou que a finalidade dos centros de treinamento é, além de oferecer oportunidades e alternativas para melhorar a qualidade de vida do pequeno produtor, criar expectativas de trabalho e renda para as novas gerações, dentro da sua região de origem. “Assim, os jovens poderão garantir seu sustento e de suas famílias sem ter que migrar para outras regiões”, explicou Martins.