Os produtores da lavoura cacaueira financiados pelo antigo Baneb entre os anos de 1995 e 1997 têm até sexta-feira (30) para entrar em contato com a Desenbahia e renegociar a dívida com inúmeras vantagens. Os cacauicultores foram contemplados pela Resolução 3.407/2006, do Conselho Monetário Nacional, que alongou as dívidas dos financiamentos em até dez anos e concedeu outros benefícios.
Quem renegociar terá desconto de 8,8% no saldo devedor na data de repactuação, retirada total da mora, e só pagará a primeira parcela da dívida dois anos após a data de renegociação, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, com taxa de juros reduzidas. Além disso, será concedido bônus de adimplência de 25% sobre cada parcela paga até a data do respectivo vencimento. Os interessados devem procurar a Gerência de Renegociação de Crédito da Desenbahia através do telefone 0800 285 1626 ou qualquer agência do Banco do Nordeste.
“Essa resolução traz para o produtor condições especialmente favoráveis à renegociação da dívida, além de oferecer vantagens para a efetivação do seu pagamento, mediante a reprogramação dos prazos de exigências das parcelas”, afirmou o gerente de Recuperação de Crédito da Desenbahia, Paulo Noronha. Para ele, trata-se de uma grande oportunidade para que o cacauicultor regularize sua vida creditícia e possa voltar a ter acesso a novas fontes de financiamento.
Os contratos de financiamento de cacau administrados pela Desenbahia tiveram origem no Banco do Estado da Bahia (Baneb), cujo controle foi adquirido pelo Bradesco. Foram celebrados de 1995 a 1997, portanto, durante a primeira e segunda etapas do programa.
No total, a dívida a ser renegociada no âmbito do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira Baiana soma R$ 172 milhões (posição de dezembro de 2005), envolvendo, além da Desenbahia, o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil. O programa começou em 1995, quando foram destacados R$ 340 milhões para aplicação em quatro etapas, com o objetivo de combater a doença vassoura-de-bruxa e promover a recuperação da cacauicultura no sul da Bahia.