Acesso à água doce no semi-árido é discutido na SRH

Publicado: 16/09/2007 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Democratizar o acesso à água de boa qualidade, ampliando sua oferta para abastecimento humano nas comunidades de baixa renda do semi-árido baiano, principalmente nos 35 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), é o objetivo do Programa Água Doce/Sede Zero, da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (SRH/MMA).


Isto será feito através da implantação e recuperação dos dessalinizadores, que transforma água salobra do semi-árido em potável, pronta para o consumo humano e animal, de maneira socialmente sustentável. A Bahia está entre os 11 Estados brasileiros (os nove do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo), atendidos pelo programa.


As novas diretrizes do Água Doce/Sede Zero na Bahia foram discutidas sexta-feira (16), na Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) do Estado, com a participação do coordenador nacional do programa, Renato Ferreira. Ele fez a apresentação do programa ao secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, ao presidente da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (Cerb), Cícero Carvalho, além de coordenadores e diretores da SRH.


Ferreira destacou o realinhamento do programa nos estados, sobretudo naqueles onde houve mudança de governo, de maneira que seja garantida a participação da sociedade no processo.


Os núcleos, que serão reestruturados e fortalecidos, envolvem representantes das esferas do governo federal, estadual e municipal, sociedade civil e têm a função de dar continuidade ao programa nos estados. A coordenação na Bahia será assumida por Anapaula Dias Ferraro, que atua na área de desenvolvimento sustentável da Diretoria de Ação Regional da SRH.


A próxima etapa do processo de reformulação do Água Doce/Sede Zero no Estado será o trabalho de recuperação dos dessalinizadores e instalação de tanques de contenção e evaporação de efluentes (água que não é dessalinizada e sai do equipamento com maior concentração de sais). Esta é uma etapa fundamental do programa porque os efluentes têm destino inadequado na maioria dos mais de dois mil dessalinizadores do semi-árido brasileiro. “O MMA está preocupado com isso e busca tecnologias para reduzir o impacto ambiental, como o reaproveitamento da água para tanques de criação de peixe”.


Cerb é destaque


No que se refere à implantação e manutenção dos dessalinizadores, a metodologia de trabalho da Cerb é considerada exemplar pela Coordenação Nacional do Água Doce/Sede Zero. O coordenador do programa afirmou que o modelo da Cerb deverá ser referência nacional.


O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, salientou que o acesso à água no estado é atrelado ao desenvolvimento regional, e é um dos programas prioritários do governo Wagner, que lançará, em breve, o Água para Todos.


O secretário destacou que a SRH e a Cerb atuam no gerenciamento dos Recursos Hídricos de forma mais sistemática no Estado e que é preciso haver uma integração total entre as instâncias de governo e sociedade civil para que os programas já desenvolvidos na Bahia, como o Pró-Água e o Águas da Bahia, sejam sempre articulados com o governo federal.