Ações de desenvolvimento urbano levarão em conta questões de gênero e raça

16/09/2007

Redefinir a gestão do desenvolvimento urbano e torná-lo parte integrante de um esforço mais amplo de crescimento. Foi com essa perspectiva que o novo secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence se apresentou aos funcionários da secretaria, hoje (3). Esse novo modelo tem como parâmetro a interiorização das atividades econômicas e levará em conta questões de gênero e raça.


“Habitação e saneamento são partes estruturantes e fundamentais desse novo modelo de desenvolvimento, mas não o encerram. Há as dimensões de infra-estrutura, de articulação da logística, mas há aspectos do desenvolvimento humano, como gênero e étnica que serão incorporados ao modelo de gestão. O compromisso desse governo é alterar a qualidade de vida da população”, afirmou o secretário.


Além de potencializar as ações dirigidas às políticas de saneamento, a secretaria deve instituir um programa provisoriamente intitulado como Água para Todos, que promoverá não só o abastecimento humano como também garantirá o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, beneficiando comunidades quilombolas e indígenas.


Na questão da moradia, a meta é instalar o Conselho Estadual de Habitação de Interesse Social para habilitar o estado ao pleito de recursos do Programa Nacional de Habitação de Interesse Social. O secretário também planeja capacitar a Bahia para aportar recursos da Caixa Econômica e outros agentes financiadores. Florence planeja, também, desenvolver ações de desenvolvimento urbano a curto e médio prazo priorizando os municípios de mais baixo Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH) da Bahia.


Já no segundo dia da nova gestão, a Sedur iniciou duas ações em parceria com Prefeitura de Salvador. Uma se refere a um plano de proteção do Parque Socioambiental de São Bartolomeu. A outra é um projeto de melhoria das edificações dos terreiros de candomblé que está sendo desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Reparação Social. O governo do Estado e o município contribuirão com o apoio técnico, gestão e elaboração do projeto que contará com recursos do Ministério da Cultura.


Afonso Bandeira Florence é historiador, pós-graduado pela Unicamp e mestre em história social do trabalho pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde foi professor por 18 anos. Ele dirigiu o Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) e publicou diversos livros relacionados ao tema. Professor concursado da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) ele coordenava o laboratório de conservação e restauração de bens culturais com ênfase no tratamento arquivistíco da documentação da Cúria Metropolitana de Salvador.