Ações emergenciais socorrem famílias da Baixa do Soronha

16/09/2007

O Governo do Estado irá buscar recursos, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para resolver em definitivo os problemas de alagamento e falta de saneamento básico que atingem as quase duas mil famílias que residem na Baixa do Soronha, em Itapuã. A garantia foi dada pela presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Maria del Carmen, em visita à comunidade, sábado (24).


Líderes comunitários e demais moradores destacaram, principalmente, as conseqüências provocadas pelos esgotos, que correm a céu aberto, formando um riacho de dejetos, onde proliferam ratos, mosquitos e muriçocas, ameaçando a saúde da população.


Moradora da Baixa do Soronha, onde nasceu, Rute Sales Ramalho, 39 anos, resumiu o dia-a-dia da comunidade. “Aqui quando chove é um sofrimento só. Além de desabamentos, a água da chuva se mistura aos esgotos, nossas casas são invadidas e a destruição é total. Mas agora temos esperanças de que tudo isso vai mudar para melhor”, disse.


Maria del Carmen explicou que as obras em andamento na Baixa do Soronha são de caráter emergencial, mas reconheceu que há necessidade imediata de se melhorar as condições de vida no local. Para isso, o Governo vem adotando providências imediatas, considerando a iminência do período chuvoso, no sentido de minimizar o sofrimento de comunidades que vivem em áreas críticas.


São Francisco do Conde


Na localidade de Caípe, município de São Francisco do Conde, 89 famílias que residem de forma subumana na invasão de Curupeba, em palafitas sobre uma área de mangue, já estão sendo transferidas para casas construídas pela Conder, dotadas de completa infra-estrutura. Em visita ao local, também no sábado, Maria del Carmen disse que a transferência das famílias é uma realidade, graças à decisão do Governo do Estado e que vai se empenhar para ampliar o número de casas para atender a outras famílias carentes da área.


A dona-de-casa Diana Evangelista de Souza, 26 anos, cinco filhos, que viveu por 10 anos na invasão de Curupeba, era uma das mais alegres com a nova moradia. “Ganhar uma casa de verdade é uma grande vitória, agora meus filhos têm uma área para brincar e podem dormir sem medo da subida da maré”, afirmou.