Agricultores familiares são beneficiados com recursos financeiros em Inhambupe

16/09/2007

Setenta e nove agricultores familiares assistidos pelo Programa de Revitalização da Citricultura Baiana do Governo do Estado assinaram hoje (11), na Colônia Agrícola Roberto Santos, no município de Inhambupe, contrato com a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), no valor de R$ 854 mil. A iniciativa vai beneficiar os agricultores do município, contribuindo para o fortalecimento do setor e para o aumento da geração de renda no campo. Somente este mês, já foram atendidos 71 agricultores do município, que somam 150 contratos assinados, num valor total de R$ 1,8 milhão.


Com esses recursos financeiros, que tem como fonte o programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), os agricultores irão implantar 300 hectares de novas áreas de pomares cítricos no estado. “O objetivo não é somente disponibilizar recursos, mas também capacitar os agricultores de maneira continuada, difundir novas tecnologias nos sistemas de produção e aquecer a economia regional”, disse o presidente da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Emerson Leal. Afirmou, ainda, que a aplicação de recursos é importante pelo grande retorno social.


De acordo com o gerente de crédito rural da Desenbahia, Gustavo Grillo, a agência tem o propósito de contribuir para o desenvolvimento da agricultura familiar, ajudando o agricultor a obter uma boa produção. “É condição básica da Desenbahia atender e apoiar o agricultor”, afirmou o gerente.


Esta é uma das ações do programa de revitalização da citricultura, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, através da EBDA, que abrange as regiões Litoral Norte, Nordeste e Recôncavo Sul, tradicionais produtoras de citros. Com uma área plantada de 56 mil hectares, a Bahia é o segundo maior produtor de cítricos do país, beneficiando mais de 5 mil agricultores familiares.


Para um dos beneficiados, o agricultor Luciano de Oliveira, 23 anos, a alegria em receber financiamento para a formação de pomares cítricos é geral em sua família. Dono de uma propriedade na comunidade de Colônia Velha, ele vai plantar laranja. “Certamente, vou utilizar esse recurso da melhor maneira possível para dar mais condições à vida da minha família”, garantiu o produtor.


Adésio dos Santos, 39 anos, foi contemplado com recursos e o pomar de laranja em sua propriedade de 20 hectares está em fase de formação. “Só posso estar satisfeito com esta iniciativa do governo que me possibilitou plantar laranja, melhorar a minha propriedade e aumentar a minha renda”, afirmou Adésio, que também foi capacitado e recebe assistência técnica em sua propriedade.


De acordo com o engenheiro agrônomo e técnico da empresa, Nilton Antônio Caldas Pereira, as ações do programa têm como principal meta transformar a citricultura baiana em uma atividade economicamente viável, sem perder de vista os sistemas e subsistemas produtivos existentes na propriedade, de forma sustentável para os agricultores familiares.


O município de Inhambupe destaca-se no cenário agrícola estadual como segundo produtor de citros e o mais avançado, em termos relativos, na ampliação da área plantada, saindo de 5.500 hectares, para 8 mil hectares nos últimos três anos. Mais de mil produtores são beneficiados no município com assistência técnica continuada, palestras e cursos.