Alunos da rede pública vão atuar como agentes de desenvolvimento

16/09/2007

Através de dança, teatro, literatura, malabares e outras performances, 247 jovens de 20 escolas da rede pública estadual comemoraram a formação como agentes de desenvolvimento comunitário do Programa Jovens Baianos (PJB). Esta foi a primeira turma credenciada dos 1,5 mil jovens beneficiados pelo PJB em Salvador. A entrega dos certificados foi no auditório da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), sexta-feira (1º).


Os participantes têm entre 16 e 24 anos e são provenientes de comunidades carentes da Região Metropolitana de Salvador. A intenção é despertar no aluno o seu potencial protagonista enquanto cidadão e agente de desenvolvimento, propiciando-lhe oportunidades de acesso e permanência na escola. Através de práticas de cunho pedagógico, social, cultural, recreativo ou esportivo, o programa visa dar condições para que esses jovens se tornem agentes da cidadania, seja na escola, seja em instituições sociais, mas principalmente na comunidade em que vivem.


“Nós somos apenas um dispositivo que dispara o primeiro passo”, disse Jackson Caetano, 20, facilitador do PJB. Ele ajuda a formar agentes de desenvolvimento comunitário no Colégio Estadual Sérgio Carneiro, no bairro do Arenoso, e garante que o programa indica caminhos e possibilidades, fazendo com que o grupo perceba que tem potencial para transformar a própria realidade. A agente Cássia de Paula, 21 anos, formada no Colégio Eduardo Baiana, em Cajazeiras, disse que quer cursar Psicologia. “Este será o meu próximo passo. Com o programa, aprendi a ter coragem e aproveitar as oportunidades”.


A coordenadora do Programa Jovens Baianos, Zenilda Gonçalves, explicou que após ingressarem no programa, os jovens deixam de ser passivos e passam a ter uma atuação mais proativa. “Eles valorizam a educação, juntamente com a família, acreditando que é possível ser mais”, disse. Criado em 2005, o PJB, que está sob a responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), tem o objetivo promover a inclusão sócio-produtiva dos jovens através de projetos de intervenção comunitária nos espaços escolares.


O assessor especial da Sedes, Ernesto Marques, lamentou o alto índice de mortes de jovens negros e pobres na Bahia e fez questão de ressaltar que o objetivo da Secretaria é ampliar o programa para todas as escolas públicas do Estado, inclusive da zona rural.