Bahia e Ceará fecham parceria para preservação da Caatinga

16/09/2007

A preservação do bioma caatinga pautou o encontro ontem (12) do secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, Juliano Matos, com o presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Ceará, André Barreto. Foi firmado um compromisso de parceria no Projeto Mata Branca, em execução nos dois estados, visando recuperar áreas degradas e desenvolver atividades produtivas e sustentáveis.


Juliano Matos destacou a importância da cooperação técnica entre os dois estados no Mata Branca, tradução do tupi-guarani para caatinga. “O projeto quer ampliar as ações em educação ambiental, sensibilizando para a importância da preservação do bioma e propondo alternativas economicamente sustentáveis, para as populações que habitam a caatinga”, disse Matos.


A nova etapa deverá ter financiamento renovado pelo Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), através do Banco Mundial (Bird). A expectativa, segundo André Barreto, é que os recursos sejam aprovados em junho, durante a reunião do conselho do banco.


Seminários, mesas-redondas, videoconferência, visitas técnicas, exposições fotografias e lançamento de livro são as atividades programadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Semarh) para marcar o Dia Nacional da Caatinga, no próximo dia 28, em Paulo Afonso.


A programação feita pela Semarh acontecerá entre os dias 27 e 29 deste mês e contará com a participação de líderes de comunidades tradicionais, da sociedade civil e das universidades.


Segundo o assessor especial da Semarh, Juracy Marques, que coordena a Bacia do São Francisco, a iniciativa tem como objetivo sensibilizar a comunidade local para a conservação da caatinga e também formular um programa de ações que serão desenvolvidos no local. “Vamos construir uma agenda positiva do bioma caatinga”.


Marques lembra que o desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária. “Além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água e o equilíbrio do clima e do solo”.


“As pessoas estão inseridas no contexto da caatinga, mas não conhecem as reais necessidades e peculiaridades do seu próprio bioma”, afirmou o membro do Projeto Conservação e Uso Sustentável da Caatinga, Francisco Campello. Segundo ele, o evento organizado pela Semarh é o momento propício para socializar os conhecimentos e propor alternativas para a comunidade.


O secretário da Semarh, Juliano Matos, confirmou presença em Paulo Afonso, durante a programação. Também foram convidados a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, e o embaixador da Suíça no Brasil, Rudolf Barfuss, que apóia iniciativas para a preservação da caatinga. A Semarh conta no evento com o apoio do Centro de Recursos Ambientais (CRA), da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) e da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (Cerb), órgãos do Sistema Semarh.