19/09/2007
Raul Rodrigues
Redação/Agecom
Brasília -Um investimento de R$ 4 bilhões em saneamento para diversos municípios brasileiros, inclusive baianos, com até 50 mil habitantes e para comunidades de grupos sociais minoritários, como indígenas e quilombolas, está sendo anunciado neste momento no Marina Hall, em Brasília, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e pelo presidente da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Danilo Fontes. Proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)\\Funasa, o montante deve ser aplicado em projetos com execução prevista para até 2010.
O PAC\\Funasa prevê:
- Aumentar de 62% para 90% a cobertura de abastecimento de água e de 30% para 60% a cobertura de esgoto nas aldeias indígenas.
- Levar água de qualidade e esgoto para 45 mil famílias em 622 comunidades quilombolas;
- Beneficiar 500 municípios ribeirinhos localizados em áreas de alto risco da doença de Chagas, principalmente nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, reconstruindo e adequando 35 mil moradias, prevenindo assim a proliferação do inseto vetor da doença;
- Oferecer água de boa qualidade e esgoto para comunidades de assentados rurais dispersos ou em comunidades de até 2,5 mil habitantes;
- Ações de manejo ambiental e drenagem urbana nos 30 municípios tipicamente extrativistas com maior incidência de casos de malária e situados nos estados da Amazônia Legal.
- As obras desenvolvidas pela Funasa criarão 150 empregos para cada R$ 1 milhão investido. Ou seja, com R$ 1 bilhão, serão gerados 150 mil empregos, o que representa cerca de 750 mil empregos diretos ao longo de três anos e meio.
- De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cada R$ 1,00 aplicado na área de saneamento representa R$ 5,00 de economia em atendimento ambulatorial e hospitalar. Trabalhando com R$ 1 bilhão por ano, serão economizados R$ 5 bilhões nesse segmento, desonerando o sistema de saúde.