Bahia terá base cartográfica a partir de imagens de satélite

16/09/2007

Uma base cartográfica única cobrindo todo o estado da Bahia numa escala de 1:50.000 deverá estar disponível para todos os órgãos da administração pública e a sociedade em geral dentro dos próximos três anos. O avanço cartográfico será viabilizado a partir de uma parceria entre os governos da Bahia e da França, que vai disponibilizar imagens de satélite de alta resolução para o início do mapeamento.


Os primeiros entendimentos para a realização do trabalho foram feitos ontem (11), durante uma reunião na Secretaria do Planejamento (Seplan), entre o secretário Ronald Lobato e o representante do Institut de Recherche pour lê Développement (IRD), Pierre Sabaté, que manifestou interesse do órgão em realizar outras parcerias com a Bahia na área de pesquisa. O IRD é um órgão público francês com vocação científica e tecnológica, que atua desde 1944 junto a países do Hemisfério Sul.


Lobato destacou a importância de se criar uma nova base cartográfica que cubra todo o estado da Bahia numa escala única, atendendo a todos os órgãos públicos e à sociedade em geral. “O semi-árido baiano é o território prioritário para o governo. A partir deste mapeamento único, poderemos avançar em estudos para realizar ações integradas, a partir de uma abordagem transsetorial, passando por educação, saúde, geração de emprego e renda”, afirmou.


Economia


A obtenção das imagens do satélite Spot através do governo francês representará uma economia de mais de R$ 4 milhões para o Governo do Estado, disse a diretora de Informações Geoambientais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), Rita Pimentel. Para a realização das outras etapas do mapeamento, sob a responsabilidade da SEI, o governo baiano já conta com a aprovação de financiamento junto ao Banco Mundial (Bird).


A cartografia disponível hoje no estado, na escala 1:100.000, data das décadas de 70 e 80. Embora de boa qualidade, já não atende mais às necessidades do ponto de vista de planejamento, gestão pública e realização de estudos na área de recursos naturais, frisou Rita Pimentel. Ela destacou que as imagens do satélite francês Spot se colocam como uma boa opção para o desenvolvimento do mapeamento. “A nova base cartográfica, na escala de 1:50.000, ampliará nosso leque de trabalho, por permitir um maior detalhamento, a partir das 840 cartas planimétricas que serão produzidas”, garantiu, acrescentando que apenas estados do Sul do Brasil já trabalham com esta escala.


Alguns órgãos da administração pública baiana dispõem, de forma pontual e específica, de escalas de até 1:1.000, dentro do que se chama de cartografia urbana. “A idéia é criar um mapeamento básico e único para que, a partir daí, os diversos órgãos possam realizar trabalhos específicos, de acordo com suas áreas de atuação”, comentou Rita.