Baianos reverenciam os 15 anos da morte de Irmã Dulce

16/09/2007

A memória de Irmã Dulce foi reverenciada hoje (13) pelos fiéis que lotaram a Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo de Roma, na missa especial que homenageou a freira baiana, na data em que se completaram 15 anos de sua morte. O arcebispo primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo, celebrou a missa em que também estiveram presentes autoridades, como o governador Jaques Wagner. Cerca de 1,5 mil pessoas participaram da celebração, segundo estimativas das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid)


“Irmã Dulce será sempre lembrada pelas obras sociais, através das quais ela deu demonstração de fé, carinho e solidariedade”, disse o governador, que assistiu à missa acompanhado da primeira-dama Fátima Mendonça. Ele lembrou que até pela demonstração do trabalho social, a freira baiana é merecedora de todo reconhecimento. “Principalmente pelos que professam a religião católica”, ressaltou o governador, referindo-se às solicitações dos baianos para a beatificação de Irmã Dulce.


Desde 2000, foi encaminhado ao Vaticano o processo de beatificação de Irmã Dulce, que já foi considerada oficialmente pela Igreja Católica como serva de Deus. Em 2003, um milagre atribuído à freira recebeu validação jurídica pela Igreja, o que pode vir a acelerar o processo de beatificação que tramita na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.


A presidente das Osid, Maria Rita Lopes Pontes, disse estar confiante de que o processo de canonização não se estenda por muitos anos. “Esperamos que não demore, mas sabemos que tudo tem seu tempo e o mais importante é seguir o seu exemplo de amor e servir”, declarou Maria Rita. “Ela já é um exemplo de santidade com sua caridade heróica na dedicação e assistência à população carente”, afirmou Dom Geraldo.


Para muitos fiéis, Irmã Dulce já é reconhecida como santa. “Ela já está junto a Deus e é uma santa muito milagrosa”, assegurou a dona-de-casa Dionísia Jesus Santos, 70 anos. No bairro do Jardim Cruzeiro, na Cidade Baixa, ela tenta seguir o exemplo da freira ajudando a comunidade carente.


Tijolinho


Na missa, foi lançada uma nova fase da campanha de venda dos tijolinhos de Irmã Dulce, com o objetivo de angariar recursos para a quarta fase das obras do complexo de assistência às pessoas carentes. As ações foram iniciadas pela freira, tendo como principal marco o Hospital Santo Antônio, no bairro de Roma. Irmã Dulce morreu aos 77 anos, tendo os trabalhos continuados por familiares, funcionários e voluntários que seguem seu exemplo de amor ao próximo.


A programação em homenagem a Irmã Dulce, conhecida como o Anjo Bom da Bahia, prossegue com o lançamento esta semana de um selo especial, que remete à data da morte da freira (13 de março de 1992). As Osid também realizam exposição sobre a instituição, fundada há 48 anos. Uma campanha publicitária também promoverá o Memorial Irmã Dulce, cujo acerco é composto de mais de dez mil peças.