Banco japonês apresenta propostas de cooperação financeira com a Bahia

16/09/2007

Aliar as potencialidades produtivas da Bahia à escassez de recursos naturais do Japão. Com esse propósito, o representante do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Tomoo Kushibiki, apresentou hoje (23), no auditório da Secretaria do Planejamento (Seplan), para gestores de diversas secretarias do Estado, as atividades do banco no Brasil, detalhando as modalidades, prazos, percentuais e áreas financiadas pela instituição através de acordos de cooperação.


“A Bahia tem grande potencial de negócios com o Japão, que tem escassez de matéria-prima e pode ser um parceiro importante no fortalecimento das atividades de exportação e importação baianas”, afirmou o secretário do Planejamento, Ronald Lobato. Kushibiki, por sua vez, assegurou que as empresas japonesas têm conhecimento do grande potencial de investimentos da Bahia e estão interessadas em estabelecer acordos econômico-produtivos com o estado, através do JBIC.


Para avaliar as possibilidades de cooperação entre o Governo da Bahia e o banco japônes, será criado um grupo de trabalho permanente e trans-setorial, que poderá interagir não somente com o JBIC, mas com todos os agentes financeiros internacionais.


O superintendente de Biodiversidade, Florestas e Unidades de Conservação da Secretaria de Meio Ambiente, Marcos Ferreira, falou sobre a possibilidade de cooperação entre a Bahia e o JBIC em projetos de reflorestamento e seqüestro de carbono. “Há demandas para projetos economicamente viáveis e ecologicamente sustentáveis em todo o estado”, justificou. Uma das modalidades de financiamento do banco, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, contempla ações dessa natureza.


O setor energético, em especial o de biodiesel, também foi sugerido como provável para receber financiamentos do JBIC, que no início deste mês assinou um acordo de cooperação com a Petrobrás, voltado para o subsídio de toda a cadeia produtiva do etanol. A proposta, estruturada para atender o mercado japonês no fornecimento do combustível, prevê investimentos desde a plantação da cana-de-açúcar, instalação de usinas, até a comercialização do produto.


O JBIC


Criado em 1999, o JBIC tem 100% de capital do Governo do Japão, com orçamentos sujeitos à aprovação do Congresso japonês. A instituição tem características próprias, diferentes de uma instituição financeira privada, pois não executa nenhum tipo de operação bancária comum aos bancos, como depósitos, remessas, cobranças etc.


Na Bahia, o JBIC tem participação nos projetos Cerrado, Bahia Azul (saneamento ambiental) e Proágua, assinados respectivamente em 1985, 1997 e 2003. No mundo, o maior volume de empréstimos e investimentos do banco é para a Indonésia (US$30 milhões), com o Brasil ocupando a sexta posição (US$7,6 milhões),.


Além da Seplan, estiveram representadas na reunião as secretarias de Integração Regional, Meio Ambiente, Promoção da Igualdade, Indústria, Infra-Estrutura, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Urbano, e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que é vinculada à Seplan.