Cai em 33% o número de atendimentos nos hospitais durante o Carnaval

16/09/2007

Os hospitais públicos da rede estadual de saúde registraram uma queda de 33% no número de atendimentos relativos ao Carnaval. Em 2006, foram atendidos 467 pacientes. Este ano, o total foi de 363 desde a abertura da festa, na quinta-feira da semana passada (15). A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) apoiou o Carnaval com 11 unidades de assistência à saúde (seis hospitais e cinco unidades de emergência 24 horas).


O secretário da Saúde, Jorge Solla, elogiou a ação dos profissionais e todo o esquema montado para a festa. “Toda a operação funcionou dentro do previsto. Não tivemos casas de superlotação nem falta de atendimento. Os mais de 1,5 mil plantões extras deram o suporte necessário”, disse.


Outro dado animador foi a comprovação de que a cobertura vacinal contra o sarampo foi efetiva. Não houve nenhum caso da doença decorrente da festa registrado até agora. Este ano, a Sesab trouxe como novidade a disponibilização em tempo real, na internet, das solicitações relacionadas à festa.


Dos atendimentos, 193 foram decorrentes de agressão física, 15 por ferimentos causados por arma branca e seis por arma de fogo. Ainda de acordo com a Sesab, o maior número de atendimentos ocorreu no domingo de Carnaval, quando 96 pessoas foram assistidas nos hospitais e unidades de emergência. No ano passado, neste dia, foram registrados 131 atendimentos. A unidade da Sesab mais solicitada foi o HGE, com 149 registros nos seis dias de festa.


Também atuaram em esquema especial equipes das vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, Hemoba e do Centro de Informações Antiveneno (Ciave). As unidades de emergência e urgência médica funcionaram em regime de plantão 24 horas, com equipe reforçada para atender a demanda da festa.


Este ano, 1.037 plantões foram mobilizados e houve aumento do estoque de medicamentos. Para atender à demanda do Carnaval, os dois maiores hospitais públicos da capital, o HGE e o Hospital Roberto Santos receberam reforço em todas as equipes de plantão.


Também foi reforçada a estrutura de atendimento nos hospitais Ernesto Simões Filho, João Batista Caribé, São Jorge e Eládio Lasserre, e nas unidades de emergência do Curuzu, Pirajá, São Caetano, Plataforma e Cajazeiras VIII, embora a demanda maior seja registrada, todos os anos, no HGE e HRS.


A Sesab também realizou no Carnaval trabalhos de educação e informação ao folião, visando a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), com enfoque especial para a Aids, dentro do programa nacional de controle destas infecções. Foram disponibilizados, desde o início do ciclo de festas populares do Verão baiano, cerca de dois milhões de preservativos masculinos. O Centro de Informações Antiveneno (Ciave) contabilizou apenas duas ocorrências relacionadas ao Carnaval. As duas foram intoxicação por uso de drogas.