Carnaval 2007 está tranqüilo, atestam secretarias da Segurança e da Saúde

Publicado: 16/09/2007 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Mesmo com a morte de dois foliões na noite de ontem (19), o balanço dos serviços do Estado considerados essenciais para o bom andamento da festa avalia o Carnaval como tranqüilo. Até a manhã de hoje (20), a Secretaria da Segurança Pública (SSP) tinha contabilizado 1.624 ocorrências, enquanto a Secretaria da Saúde (Sesab) havia registrado em suas unidades a entrada de 313 pessoas.


Segundo o balanço, embora o número de ocorrências policiais tenha crescido em relação ao ano anterior (1.290), o aumento de 25,9% é justificado pela SSP como o resultado de um policiamento mais intensivo.


“Além de termos, este ano, um maior aparato tecnológico, há mais policiais nas ruas. Por isso a população tem mais facilidade para encontrá-los e assim prestar queixas”, explicou a coordenadora do Centro de Documentos e Estatísticas Policiais, Emília Blanco.


Em relação aos arrastões divulgados pela imprensa, “amedrontando os foliões que utilizam ônibus”, ela afirmou que o número de assaltos a ônibus é menor do que o do ano passado – até agora, foram 57, contra 64 em 2006 (uma redução de 10,9%).


“Os assaltos estão sendo feitos com a participação de 10 a 30 homens, às vezes até 40”, ressaltou Emília na reunião de avaliação realizada diariamente no Quartel do Aflitos no período do Carnaval.


Para inibir a ação dos ladrões, o Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerc) e a Operação Gêmeos estão atuando em conjunto e de forma ostensiva, principalmente nos bairros de Santa Cruz e Sussuarana.


Homicídios


Quanto aos homicídios registrados de ontem para hoje, a primeira vítima se tratava de um sargento da Polícia Militar que brincava o Carnaval no bloco As Muquiranas, quando, numa briga generalizada, foi atingido no peito por um palito de churrasco. O PM morreu no hospital, devido à hemorragia interna causada pela perfuração. O acusado é um aspirante da corporação, que está detido.


O segundo caso foi de um homem que disparou três tiros na Barra, atingindo um cordeiro na cabeça, levando-o à morte, e uma jovem na nuca, que se encontra em estado grave.


Já na área de saúde, com exceção desses dois fatos, nenhum outro mais grave relacionado à folia foi registrado. Em comparação a 2006, a Sesab constatou uma redução de 28% no total de atendimentos.


O Hospital Geral do Estado (HGE) continua recebendo o maior número de pacientes – 131, até agora. Entre as unidades de emergência em regime de plantão, a do Curuzu permanece na liderança, com 35 ocorrências médicas.


Equipes da Fundação Hemoba e do Centro de Informações Antiveneno (Ciave) também permanecem trabalhando para apoiar os serviços de saúde.