Coleção histórica reforça luta pela implantação da lei 10.639

16/09/2007

No mês da África e às vésperas do 13 de maio, dia em que se comemora a abolição da escravatura no Brasil, parte da história de luta dos negros escravizados é recontada, desta vez, pelos seus descendentes. O lançamento da coleção África – Brasil: Cartografia para o Ensino Aprendizagem - volume II, hoje, na Fundação Pedro Calmon reafirma a necessidade de mostrar para a população, principalmente a de Salvador – considerada a cidade mais negra fora do território africano –, a importância de refletir e discutir a implantação da lei 10.639 em âmbito estadual, que prevê a inclusão no currículo oficial da rede de ensino fundamental e médio, público e particular a temática História e Cultura Afro-Brasileira.


“Se nós não estudamos a África, não estudamos a nossa história”, disse o geógrafo e autor do estudo, Rafael Sanzio. Para o Secretário de Promoção da Igualdade, Luiz Alberto Santos, ações como o lançamento desta coleção, em Salvador, contribuem para desconstruir do imaginário popular os equívocos que são disseminados diariamente, como o que diz que África é um país, por exemplo. “Através do ensino da história da África poderemos saber da riqueza da cultura africana e brasileira, que também foi construída pelos negros”, afirmou o secretário.


Realizado pela Secretaria de Promoção da Igualdade, através da Superintendência da Igualdade Racial, o evento contou com parcerias como as da Secretarias de Educação, de Cultura e do Projeto Geografia Brasileira, da Universidade de Brasília.