Comércio baiano tem maior expansão desde 2003, segundo o IBGE

16/09/2007

O comércio baiano começou o ano com expansão de 14,6% nos negócios. A taxa, resultado da comparação do volume de vendas de janeiro último com o mesmo mês do ano anterior, é a maior registrada desde dezembro de 2003. Este é o terceiro ano consecutivo em que o mês de janeiro contraria a lógica de vendas fracas. Tradicionalmente, o comércio esfriava nesta época, em razão das dívidas do consumidor com as compras de fim de ano e das despesas com impostos e matrículas escolares. As vendas em janeiro de 2007 foram 10,82% superior às de dezembro. Com este resultado, são 38 meses consecutivos que o setor apresenta desempenho favorável.


Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). Na comparação mensal (entre janeiro de 2007 e dezembro de 2006), o incremento foi 1,10%.


Como ocorreu durante todo o ano de 2006, a maior influência positiva na formação da taxa foi do grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O aumento do poder de compra da população, consequência da melhoria dos seus rendimentos, e as constantes promoções foram preponderantes para dinamizar o ramo. “Além disso, vale destacar o grande fluxo de turistas na capital e em alguns municípios do interior e as liquidações que tradicionalmente se intensificam nessa época”, explicou Edmundo Figueirôa, diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI.


Sete ramos de atividade influenciaram de forma positiva os bons resultados: livros, jornais, revistas e papelaria (20,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (19,7%) – neste segmento, o subgrupo de hipermercados e supermercados teve a variação mais expressiva (28,2%) -, outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%), móveis e eletrodomésticos (17,6%), tecidos, vestuário e calçados (15,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,1%) e combustíves e lubrificantes (3,6%). Somente o grupo de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação permaneceu em retração (-6,2%).


Entre os ramos que não integram o indicador do varejo, o volume de vendas de veículos, motocicletas, partes e peças expandiram-se em 13,7% e de material de construção, 8,7%.


“Vale lembrar que, em janeiro, mais uma vez o Comitê de Política Monetária (Copom), reduziu a Selic, passando-a de 13,25% para 13,00%. Embora elevada, é a menor taxa das últimas décadas. Apesar de consideradas modestas, as reduções devem contribuir para impulsionar a economia em 2007, já que o fraco crescimento no ano passado foi atribuído principalmente aos juros altos”, comentou o diretor da SEI.