Comunicação organizacional é foco de capacitação

24/09/2007



Gestores e técnicos da administração pública estadual participaram hoje (24), no auditório da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), do seminário Competências Conversacionais – Transformações Organizacionais e Variáveis Fundamentais para a Formação de Equipe. A atividade, que terá mais três dias de aprofundamento, busca preparar os gestores para o monitoramento, acompanhamento e avaliação dos programas e ações do Estado contidos no Plano Plurianual (PPA 2008/2011).

Ao abrir o seminário, o secretário do Planejamento, Ronald Lobato, afirmou que a iniciativa procura articular o governo como um todo, unindo as diferentes frentes de trabalho. “Todas as secretarias precisam estar afinadas com o planejamento global, desenvolvendo suas tarefas. Buscamos a sinergia das ações e precisamos ser uma orquestra em que cada instrumento possui sua importância individual, mas tem que atuar no conjunto”, comparou Lobato, lembrando que esta é uma recomendação do governador Jaques Wagner.

Realizado pela Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan), via Superintendência de Gestão e Avaliação (SGA), o evento contou com a exposição do consultor e especialista em Planejamento Estratégico, Luís Sérgio Gomes da Silva, da Newfield Consulting. O superintendente de Gestão e Avaliação da Seplan, Edson Valadares, explicou que o objetivo da SGA não é fazer um acompanhamento de ações por meio de análise de gráficos. “Vamos acompanhar in loco para poder fazer as correções de rumo em tempo hábil”, disse.



Importância



Ao iniciar a apresentação, Gomes da Silva, que tem formação em Psicologia, destacou a importância do processo de comunicação em todas as etapas de trabalho de uma organização. “Para se construir um trabalho em rede não é possível que existam ecos no encaminhamento desse trabalho”, afirmou. Ele fez uma explanação sobre as transformações organizacionais ao longo dos anos e as variáveis fundamentais para a formação de equipes.

Globalização, internacionalização da cultura e introdução de conceitos de tecnologia da informação e comunicação (TIC) de forma acelerada estiveram entre os assuntos abordados pelo consultor durante o seminário. “Até o final da década de 40, teorias davam conta de que para existir comunicação bastava que houvesse um emissor, um receptor e uma mensagem a ser transmitida”, disse.

O especialista fez um contraponto desse momento com a realidade atual, lembrando a importância que assumiu a comunicação nas organizações, sobretudo como um fator decisivo no alcance da eficiência.

A exposição abordou também as relações entre chefes e subordinados, liderança compartilhada, utilização do potencial individual de cada trabalhador e de como se dá a comunicação entre os membros de um mesmo setor, entre os departamentos e a organização como um todo. “Os resultados não dependem só do que se sabe, mas de como se dão as competências conversacionais, o que exige habilidade dos gestores para coordenar ações”, declarou o consultor.