Coréia do Sul quer aproximar relações comerciais com a Bahia

05/09/2007

Bioenergia, tecnologia da informação, petroquímica e infra-estrutura são as principais áreas de interesse para investimentos no estado de empresários da Coréia do Sul. No encontro com os secretários da Indústria, Comércio e Mineração, Rafael Amoedo, e da Agricultura, Geraldo Simões, hoje (5) pela manhã, na sede da SICM, o embaixador da Coréia do Sul, Jong Hwa Choe, informou que mais de 40 empresas coreanas atuam no Brasil e que embaixada está buscando informações sobre a Bahia. Isso para que “possamos trazer essas e outras empresas para se instalarem aqui, um dos maiores estados do país, e que percebemos estar num momento de expansão econômica”, enfatizou.

Outro ponto destacado pelo embaixador como um diferencial do estado para investimentos coreanos, é a sua posição geográfica em relação ao Brasil e à América do Sul. “Precisamos estreitar as relações entre a Bahia e o nosso país”, afirmou o embaixador, acentuando que duas empresas coreanas estão desenvolvendo testes de produção e utilização do biodiesel a partir da soja - atualmente, o consumo do combustível no país representa 0,2% do total.

Segundo o secretário Rafael Amoedo, o estado oferece hoje um ambiente propício aos investimentos estrangeiros. “A Bahia possui uma segurança institucional para os investidores, um governo que trabalha com transparência e que está focado para resolver os problemas de infra-estrutura. Estamos recebendo recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para essa área, e o Governo do Estado mantém uma política alinhada com a administração federal” afirmou.

“Temos hoje em torno de 150 projetos de empresas interessadas em vir para o nosso estado. Creio que podemos atrair indústrias de pneus e até montadoras coreanas”, destacou Amoedo. Para o secretário Geraldo Simões, o advento do biodiesel vai possibilitar relações mais duradouras e benéficas para a Bahia e seus parceiros comerciais. “Possuímos uma grande área plantada de vegetais próprios para a produção do biodiesel, e essa nova matriz energética é um dos grandes pontos para a aproximação com países como a Coréia do Sul”, disse Simões.