As importações baianas cresceram 51,7% em março deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado e 60,8% em relação a fevereiro último. No primeiro trimestre do ano, as compras externas do estado já alcançaram US$ 1,3 bilhão, lideradas pela entrada de bens intermediários (insumos, peças e acessórios para equipamentos industriais), com 45% de participação, e de bens de capital (máquinas e equipamentos industriais), chegando aos 23,5%. Os dados foram divulgados quinta-feira (11) pelo Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.
Em função das projeções de crescimento da economia brasileira, a tendência é de elevação das importações sobre as exportações e com maior vigor que a produção industrial interna. De acordo com o Promo, estimulado por um dólar enfraquecido, sem sinais de melhora, o mês de março apresentou um considerável crescimento das compras externas de bens de capital, automóveis, motores, aparelhos eletroeletrônicos, equipamentos mecânicos e insumos para a indústria petroquímica e metalúrgica, além de cacau e trigo.
Segundo técnicos do órgão, o crescimento das compras de alguns destes itens tem perfil nacional e é um indicativo consistente de substituição de produtos brasileiros por similares estrangeiros. Na busca por maior competitividade, tanto no mercado interno quanto no externo, quem importa bastante consegue agüentar mais as conseqüências do câmbio valorizado.
As exportações do último mês alcançaram US$ 562,6 milhões, valor menor que o registrado em março de 2006. Ainda assim, garantiu um crescimento de 6,32% no primeiro trimestre do ano em comparação com igual período do ano passado. As vendas externas alcançaram US$ 1,55 bilhão, fruto de um comportamento de alta dos preços nos produtos, fator determinante para seu desempenho – em média, houve uma valorização de 23,1% nos preços de produtos exportados em relação a março de 2006.
“A tendência é de que fatores como o câmbio não apresentem, por enquanto, mudanças significativas que venham a estimular um incremento das exportações. Dessa forma, o efeito da valorização do real nas exportações, mais sentido na redução das quantidades exportadas, acaba sendo compensado pelo aumento dos preços de várias mercadorias no mercado internacional. Isso tem acontecido principalmente nos setores petroquímico, metalúrgico, de papel e celulose, mineral, de borracha, café, soja, sisal e frutas.”, informou o superintendente do Promo, Ricardo Saback.
No primeiro trimestre, o óleo combustível, com vendas de US$ 155,3 milhões, está liderando as exportações, seguido de celulose, com US$ 162 milhões; cátodos de cobre, com US$ 150 milhões; automóveis, com US$ 145 milhões e benzeno, com US$ 44 milhões.
Os principais mercados para as exportações baianas no período foram os Estados Unidos com 19%, seguido por Argentina com 12% e Países Baixos com 9%. Já os principais fornecedores do estado foram o Chile, principal fornecedor de minério de cobre, com 24%, Argentina, com 11% e Estados Unidos, com 8%.
As principais empresas exportadoras no trimestre foram a Caraíba Metais com US$ 223 milhões; Petrobrás com US$ 191 milhões; Braskem com US$ 172 milhões e a Ford com US$ 156 milhões.