Delegado-chefe da Polícia Civil fala sobre a morte de servidor público

16/09/2007

O delegado-chefe da Polícia Civil, João Laranjeira, fez hoje (15) um balanço das investigações sobre a morte do funcionário público Neylton Souto da Silveira, 48 anos, cujo corpo foi encontrado no dia 7 deste mês no prédio-sede da Secretaria Municipal de Saúde, no Comércio, onde trabalhava. A Polícia trabalha com a hipótese de queima de arquivo, mas, por enquanto, não é possível estabelecer a autoria do assassinato.


Até o momento, 21 pessoas já foram ouvidas no inquérito instaurado pela delegada titular da 1ª Delegacia (Barris), Dilma Nunes, que aguarda a conclusão de exames periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT), inclusive na calça e nos sapatos da vítima, encontrados no interior do prédio.


Além da 1ª DP, as investigações envolvem os Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) e Tóxicos e Entorpecentes (DTE). De acordo com Laranjeira, os delegados envolvidos nas investigações estão em contato com peritos para fazer uma análise de tudo o que já foi feito, inclusive a perícia realizada nos computadores da repartição e da residência de Neylton.


Com base no laudo cadavérico, que mostra fraturas e hematomas no corpo da vítima, o delegado afirmou que o funcionário público foi assassinato. “Existem coisas estranhas que estão sendo apuradas, como, por exemplo, o fato de ter sido registrada a entrada de duas pessoas no prédio no dia do crime e só constatada a saída de uma”, disse Laranjeira.


Todas as hipóteses estão sendo levadas em conta pela Polícia, mas o mais provável é que, pela natureza do trabalho que exercia e pelo fato de estar na repartição fora do horário administrativo, Neylton tenha sido vítima de queima de arquivo. No seu depoimento, a viúva do funcionário público revelou que ele tinha o hábito de avisar o horário que chegava e saía do trabalho, o que não aconteceu no dia do crime.


O delegado João Laranjeira disse, também, que a Polícia Civil está empenhada em esclarecer os fatos, mas, por enquanto, não se pode determinar quem praticou o homicídio. “Um crime dessa complexidade seria uma irresponsabilidade apontar uma pessoa. Só podemos indiciar um acusado quando tivermos certeza de quem realmente é o autor”, afirmou Laranjeira. O prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 30 dias, mas a depender do andamento das investigações, poderá ser prorrogado por mais 30.