Associar cultura à produção da economia baiana. Este é um dos focos da abordagem baseada nas indústrias criativas. Neste cenário, no qual o valor da mercadoria não está apenas no trabalho físico e na utilidade, ganham força o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual. É para discutir essa nova economia da cultura e as indústrias criativas que o superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura da Bahia, Paulo Henrique de Almeida, faz palestra amanhã (28), às 15h, no auditório da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia).
Na economia das indústrias criativas, novos setores, a exemplo do marketing, propaganda, moda, indústria de embalagens, design e mobiliário, estão sendo incorporados ao núcleo tradicional das indústrias culturais, antes formado apenas por segmentos como cinema, fotografia, música, teatro e industrial editorial. Segundo ele, à medida que a renda da população se eleva há também uma expansão do consumo de bens culturais como revistas, DVDs, dentre outros ligados à área de entretenimento.
Além de falar sobre as indústrias criativas, o superintendente também vai discutir novas formas de financiamento para a produção cultural. A palestra integra o lançamento da sexta edição da Revista Desenbahia, que tem o objetivo de divulgar trabalhos técnico-científicos sobre economia e finanças, com ênfase na questão do financiamento do desenvolvimento, principal atividade da Agência.