Educação quer o fortalecimento das Escolas Familiares Agrícolas

16/09/2007

Transformar as Escolas Familiares Agrícolas (Efas) em escolas do estado, sem comprometer a autonomia dos gestores, ou apoiar, através de convênios para cessão de pessoal e capacitação, são as alternativas apresentadas pelo Governo do Estado para o fortalecimento destas instituições. A proposta das Efas, de educação do campo e para o campo, será mais valorizada no sistema de ensino, de acordo com o secretário estadual da Educação, Adeum Sauer.


Durante o I Seminário Estadual de Pedagogia da Alternância, quarta-feira (30), no Instituto Anísio Teixeira (IAT), o secretário sinalizou a intenção de fortalecer parcerias, valorizando as Efas, e de ampliar o conceito de educação no campo com base na experiência que vem sendo realizada nessas escolas. Historicamente, a população rural busca uma educação diferenciada, que valorize a realidade e a identidade cultural local.


O seminário contou com a participação de dirigentes da Associação das Escolas das Comunidades e Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba), da Rede de Escolas Famílias Agrícolas Integradas ao Semi-árido (Refaisa), da União Nacional das Escolas-Famílias Agrícolas, deputados e outras autoridades. Os especialistas falaram da importância do reconhecimento da pedagogia da alternância dentro do sistema convencional de educação e da urgência da aprovação de um projeto de lei que garanta o financiamento das Efas.


Atualmente, as Efas estão presentes em 861 comunidades, distribuídas em 188 municípios e atendem a 2.633 alunos. Além disso, atendem a 2.487 famílias e beneficiam outras 17.409. Elas têm como proposta motivar o empreendedorismo dos jovens e de suas famílias no intuito de melhorar a vida no campo, valorização da realidade rural e da agricultura familiar, adoção de tecnologias alternativas e manejos agroecológicos, entre outros.