A Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) serão parceiras na execução de atividades essenciais para garantir o acesso a água a todos os baianos. Esta foi a conclusão da visita do presidente da Embasa, Abelardo Oliveira ao diretor-geral da SRH, Julio Rocha, em uma reunião cuja tônica foi integração.
Além de unificar os conhecimentos sobre a estrutura das barragens e reservatórios de água do Estado e obter o posicionamento da Embasa sobre cada barragem, Oliveira e Rocha discutiram alternativas ambientalmente sustentáveis de atender à demanda de água dos movimentos sociais e dos assentamentos no entorno das barragens, ampliando a funcionalidade dos reservatórios de água para que ela possa chegar a todos os seus beneficiários. Também esteve na pauta a viabilidade de executar pequenas obras, como adutoras, ao invés de grandes barragens, para atingir a meta de levar água aos 32 municípios com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.
Dentro da lógica de parceria, eles discutiram alternativas para a cobrança da água bruta da Embasa feita pela SRH, conforme previsto na legislação estadual de recursos hídricos, que poderia ser feita não necessariamente desembolsando recursos, mas compensando através da aquisição de bens, equipamentos e serviços para ampliar a estrutura da SRH e investir nas necessidades das bacias hidrográficas e suas regiões.
A atuação conjunta também se dará na preservação de mananciais e nascentes onde a Embasa capta água para abastecimento e saneamento, além de ampliar o monitoramento da qualidade das águas, estudos e coleta de informações e estabelecer critérios para o enquadramento dos corpos hídricos.""A idéia é construir um seminário técnico integrado entre Cerb, SRH, Embasa, CRA e Semarh, com o objetivo de mudar a cultura de gestão e incorporar o elemento da qualidade, não só da diretoria, mas também do corpo técnico"", afirmou o diretor-geral da SRH.
Para o presidente da Embasa, o conteúdo da reunião vai de encontro ao pensamento de que as ações do governo do Estado devem ser articuladas e integradas. ""Vamos manter um contato permanente com a SRH para evitar superposição de ações. A meta é ampliar o diálogo e envolver a participação da sociedade em ações de educação ambiental e mobilização social"", afirmou.
Recursos Hídricos no País
O engenheiro sanitarista da SRH, Eduardo Topázio, participa, segunda e terça-feira (12 e 13), em Brasília, da reunião da Câmara Técnica de Integração da Gestão das Bacias Hidrográficas e dos Sistemas Estuarinos e Zona Costeira (CTCOST). A Câmara foi criada há um ano e cumpre, dentre outras atribuições, a missão de propor mecanismos de integração das políticas para o gerenciamento de Recursos Hídricos (RH) na zona costeira e sistema estuarinos.
Topázio vai participar, junto com representantes de todo o País, da criação de normas e procedimentos que atendam à legislação de Recursos Hídricos Nacional. Algo vital para a Bahia, que tem 13 bacias hidrográficas (Rio São Francisco, Rio Vaza-Barris, Rio Itapicuru, Rio Real, Rio Paraguaçu, Rio Inhambupe, Recôncavo Norte, Recôncavo Sul, Rio de Contas, Rio Pardo, Leste, Jequitinhonha e Extremo Sul), e é o Estado brasileiro com a maior costa oceânica (com cerca de mil km de extensão).