Empresas espanholas e baianas fazem 256 reuniões de negócio em dois dias

16/09/2007

Empresas espanholas e baianas estão discutindo investimentos mútuos durante o 4º Fórum de Investimento e Cooperação Empresarial Hispano-Brasileiro, que está sendo realizado hoje (21) e amanhã, em Salvador, com a participação de representantes de 168 empresas nacionais e 31 européias. Serão realizadas, no período, 256 reuniões de negócios, visando o estabelecimento de alianças estratégicas nos setores agroalimentar, metal-mecânico, químico, editorial, de engenharia, imobiliário, de infra-estrutura, de turismo, de tecnologia da informação e de energias renováveis.


O fórum está sendo organizado pelos escritórios comerciais da Embaixada da Espanha em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, em nome do Instituto Espanhol de Comércio Exterior (Icex), com a colaboração do Promo - Centro Internacional de Negócios da Bahia. O evento representa uma oportunidade para que as empresas inscritas possam iniciar novos investimentos, joint ventures (associações), fabricação conjunta de produtos, acordos de distribuição recíproca de produtos, transferência de tecnologias, entre outros. Na ocasião, também foi firmado um acordo de cooperação técnica entre o Promo e o Icex.


Para o embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró Conde, o fórum está sendo um sucesso, superando os outros três realizados anteriormente em Porto Alegre (2006), São Paulo (2005) e Belo Horizonte (2004). “Os espanhóis vêem à Bahia como um lugar estratégico e de escolha que vai atrair cada vez mais os nossos investimentos, pois confiamos no estado de forma muito particular”, afirmou. Ele apontou diversas virtudes da Bahia, como as belezas e os recursos naturais, a mão de obra qualificada e o desenvolvimento econômico. “Tudo isso contribui para que os espanhóis se sintam em casa e queiram investir aqui”, observou.


Economias abertas


O vice presidente executivo do Instituto Espanhol de Comércio Exterior, Angél Martin, disse que Brasil e a Espanha estão com suas economias cada vez mais abertas e integradas à economia global. “Isso é motivo de crescimento e bem estar. Os dois países estão construindo uma relação estratégica de interesses e o Brasil está na nossa lista de prioridades”, afirmou. Para o superintendente do Promo, Ricardo Saback, o acordo de cooperação vai facilitar as negociações entre as duas regiões. “O momento para a Bahia é muito importante, principalmente com essa ênfase que o governo federal está dando ao Plano de Aceleração Econômica (PAC). É uma terra de grandes oportunidades”, falou.


O governador Jaques Wagner, presente ao evento, disse que a sua realização na Bahia mostra que o estado está na cabeça dos investidores internacionais, particularmente os espanhóis. “Para nós, é motivo de orgulho ouvir do embaixador e do responsável pelo comércio exterior do governo espanhol que o evento na Bahia superou todas as expectativas e foi maior de todos os realizados no Brasil”, comentou. Ele afirmou que o estado está aberto a novos parceiros que queiram trazer para cá a geração de riquezas, de trabalho, de emprego e renda e ao mesmo tempo obter retorno do seu investimento.


O empresário do ramo de engenharia e arquitetura Luis Crespo comentou que a Bahia está atravessando um momento econômico excelente. “O estado possui muitas vantagens, como clima favorável, crescimento econômico e boa segurança, com baixos índices de violência, além de muitas relações com a Espanha”, elencou. Ele disse que sua empresa tem investimentos na Nicarágua, em Miami e na Espanha. “Queremos comprar terrenos para empreendimentos imobiliários e trazer tecnologia espanhola em materiais de construção”, reforçou.


No ano passado, as relações comerciais entre a Bahia e a Espanha corresponderam a 2,6% das exportações do estado, o equivalente a US$ 68 milhões. O estado fornece derivados de petróleo, produtos metalúrgicos, papel e celulose, soja e derivados, químicos e petroquímicos, minerais, café, frutas e calçados.


A Bahia importa da Espanha querosenes, aparelhos elétricos de transmissão e poliuretano, que correspondem a 70% das compras, e insumos químicos, terminais elétricos para automóveis, peles de ovinos, grafita e eletrodos de carvão. Nos últimos cinco anos, os investimentos diretos espanhóis no país alcançaram US$ 5,1 bilhões, o que coloca a Espanha como o quarto maior investidor estrangeiro no Brasil.