Os municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) contarão com um aporte financeiro de mais de R$ 4 milhões do Governo do Estado para a adoção de medidas preventivas ao período chuvoso, que deve começar em março e prosseguir até julho. Os recursos são provenientes de um termo de compromisso assinado hoje (7) entre o governador Jaques Wagner e os prefeitos da RMS, na Governadoria.
A idéia é possibilitar que os municípios atravessem os meses de chuva sem maiores prejuízos, através de ações que incluem serviços como limpeza de canais e córregos, contenção de encostas, podas de árvores e outras ações de redução de danos.
Além do prefeito de Salvador, João Henrique, estavam presentes os prefeitos de Candeias, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde, Simões Filho, Dias D’Ávila e outras cidades. Para as ações da Operação Chuva, o Governo do Estado também vai disponibilizar equipes técnicas para assessorar os municípios naquilo que for necessário, sem perder de vista o bem-estar da população e a preservação dos espaços públicos.
Para o secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção, a idéia é articular o trabalho entre as coordenações de Defesa Civil do estado e dos municípios. “Antecipar-se ao impacto das chuvas é uma atitude inovadora do governo. Através da limpeza dos bueiros, de podas de árvores, dragagem dos canais e outras ações preventivas, as cidades vão poder minimizar possíveis transtornos”, declarou.
Presente à reunião, a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, parabenizou a iniciativa do governador em se antecipar aos efeitos das chuvas. “Nossa cidade já foi afetada por quatro enchentes nos últimos dois anos e a prefeitura paga até hoje aluguéis para famílias que perderam suas casas”, explicou Moema, destacando que, além dos desabrigados, o município contabiliza encostas que cederam e problemas referentes à obstrução de canais, córregos e rios. Segundo ela, é a primeira vez que os municípios da RMS recebem um aporte financeiro com essa finalidade.
O município de São Francisco do Conde também acumula estragos decorrentes das chuvas. De acordo com o prefeito Antônio Pascoal Batista, a cidade já sofreu, em anos anteriores, com desabamentos e estradas com a trafegabilidade prejudicada por conta da força da água. Em 2006, foram 535 pessoas desalojadas, 104 desabrigadas, 25 edifícios danificados e outros 85 destruídos, além de 6 quilômetros de pavimentação danificada. “Sem dúvida, a ajuda do governo é de grande valia”, afirmou Pascoal.
A redução dos problemas decorrentes do mau tempo se mostra fundamental, já que, a partir do mês de março, começa o período chuvoso em Salvador e Região Metropolitana, prosseguindo até julho. De acordo com o Instituto de Meteorologia (Inmet), a predominância de dias chuvosos deverá se concentrar, sobretudo, nos meses de abril e maio. Os índices pluviométricos também deverão estar um pouco acima das médias climatológicas previstas – 148 milímetros (mm) em março, 350mm em abril e 350mm em maio.
Um estudo divulgado no final do mês passado pelo Setor de Meteorologia da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) mostrou que os índices pluviométricos registrados até o momento estão acima da média histórica. Na capital, desde o dia 1º de fevereiro, choveram 182,3mm – 55,9mm a mais que a média histórica de 126,4mm.