Estudantes comemoram os 68 anos do Colégio Estadual Getúlio Vargas

16/09/2007

As salas de aula foram trocadas pelo pátio e, ao invés de olhar para o quadro negro e o professor, os alunos focam os olhos em um cenário mais colorido. Para marcar os 68 anos do Colégio Estadual Getúlio Vargas, foi realizada hoje (28) uma vasta programação festiva, com direito a teatro de fantoches, jogral, declamação de poesias, paródia musical e apresentação da fanfarra do Instituto Central de Educação Isaías Alves (Iceia). O evento contou com a participação de toda a comunidade escolar e do superintendente de Organização e Atendimento da Rede Escolar (Supec) da Secretaria da Educação, José Maria Abreu Dutra.


Com 2.851 alunos distribuídos nos três turnos, a escola atrai alunos dos mais diversos bairros da cidade. A diretora, Cristina Resende, conta que recebe alunos de Valéria, Mussurunga, São Caetano e subúrbio ferroviário. “O que torna a escola tão concorrida é a sua tradição, a qualidade do ensino, as atividades esportivas e culturais, uma parceria intensa com a comunidade, entre outros”, enumera o vice-diretor, Ivo Rangel. São fatores como estes que fazem com que pais e avós que estudaram na instituição queiram que os filhos estudem lá. “Comemorar a data é uma forma de despertar os alunos para a auto-confiança, auto-estima e valorização da escola”, disse Rangel.


Quando falam da tradição da escola, fazem questão de citar ex-alunos ilustres, como o apresentador Raimundo Varela, Ninha da Timbalada, o ex-secretário da Educação, Eraldo Tinoco e muito médicos renomados. Antes mesmo da comemoração, os alunos realizaram pesquisas para levantar a história da escola e do seu patrono, Getúlio Vargas, que dá o nome ao estabelecimento de ensino. Para manter a popularidade da escola em alta, os responsáveis estão sempre inovando e investindo na parte pedagógica. “É muito gratificante estar aqui e ver todos os alunos felizes por ter uma educação de qualidade”, disse o titular da Supec, Dutra.


“Durante a jornada pedagógica planejamos e reestruturamos o projeto interdisciplinar para trabalharmos educação sexual e ambiental”, informou a diretora. Através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde oferecem higiene bucal e prevenção contra cárie aos alunos. “Queremos fugir da escola tradicional, porque só professor e quadro não adiantam. Temos que buscar inovar sempre”, disse.


Aluno da 6ª série, Tiago Costa, 12 anos, conta que está na escola desde a 1ª série. Morador de Bom Juá, ele passa 50 minutos no ônibus diariamente de casa para a escola. “Continuo aqui porque a escola é boa e tem bons professores”, afirmou, contando que, além das aulas convencionais, pratica futsal no turno oposto ao que estuda. São fatores parecidos que fazem com que Vinícius Lima, 11 anos, estudante da 6ª série faça questão de continuar nessa escola. “Os professores são bons, tem alguns engraçados e outros mais exigentes. Pena que um dia terei que sair pro Iceia porque aqui só oferece até a 8ª série”, falou.