Exportações baianas crescem 35,3% em fevereiro

16/09/2007

As exportações baianas somaram US$ 479,7 milhões em fevereiro, o que representou um crescimento de 35,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. No primeiro bimestre, o aumento do valor exportado foi de 14%, atingindo US$ 986,7 milhões. Já as importações do estado fecharam o mês passado em US$ 339,2 milhões, com alta de 29,5% em comparação a fevereiro de 2006. Os dados foram divulgados hoje (21) pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo).


O saldo da balança comercial de fevereiro ficou em US$ 140,5 milhões, 51,8% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. No bimestre, a Bahia registrou superávit comercial de US$ 254,8 milhões, cerca de 11% abaixo do valor do período janeiro-fevereiro de 2006. O resultado é atribuído ao aumento no volume de importações e ao maior vigor apresentado pela economia nesse início de 2007.


O crescimento das importações foi motivado pelo aumento dos volumes físicos (da ordem de 22,1%). Já as exportações tiveram o ritmo de expansão ditado pela alta de preços, em média 3% superiores ao mesmo período de 2006, uma vez que houve queda nos volumes exportados. No primeiro bimestre, essa retração ficou em 15,2%. Desde novembro de 2005, destaca a equipe técnica do Promo, as variações dos preços vêm superando, mês a mês, os volumes exportados.


De acordo com análise técnica do Promo, apesar do crescimento em termos globais, as vendas externas da Bahia apresentam sinais de desaceleração em segmentos que operam com mão-de-obra intensiva e não trabalham com parcela significativa de insumos importados. Isto revela como taxa de câmbio atual tem diminuído a competitividade, sobretudo dos produtos manufaturados. Já para as importações, é esperada, em 2007, uma expansão ainda maior que a registrada em 2006, em função da conjuntura cambial e do crescimento da economia doméstica.


Destaques


Entre os segmentos exportadores com maior crescimento no bimestre, em comparaçãoao mesmo período de 2006, os destaques são pneus, (243,2%), seguido de máquinas e aparelhos elétricos (124,3%), café (106,5%), fumo (77,1%), produtos metalúrgicos (67,7%) e petroquímicos (34,3%). O incremento das vendas de produtos básicos foi de 36,9% contra apenas 11,2% de crescimento para os produtos industrializados. Houve queda de 2% na área de manufaturados.


As importações tiveram forte impulso do item bens intermediários – minério de cobre, cacau e trigo –, além do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), com alta expressiva de 23%. O aumento nas compras de bens de capital é um reflexo do crescimento mais intenso da economia e da modernização industrial. O fato indica que as empresas continuam a investir para ampliar a capacidade instalada.


Contribui ainda para o aumento das importações, a contínua queda do dólar e a necessidade de algumas empresas, em especial exportadoras, de buscar alternativas para não comprometer os negócios, em médio e longo prazos, já que decisões adiadas agora terão seus reflexos nos próximos anos, avalia o Promo. Há casos de empresas que optam por aumentar o índice de insumos importados nos produtos destinados ao mercado externo, como forma de garantir a competitividade.