O 3º Campeonato Brasileiro de Sprint Triathlon, disputado domingo (13) no Porto da Barra, por 170 triatletas, teve como vencedores da categoria elite o cearense Antônio Marcos da Silva (masculino) e a representante do Distrito Federal, Mariana Ohata (feminino). Os dois fazem parte da Seleção Brasileira de Triathlon, que vai representar o Brasil nos Jogos Pan-americanos 2007, em julho, no Rio de Janeiro. O Sprint Triathlon é uma disputa que envolve 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida.
A prova, realizada pelo Faz Atleta, Federação Baiana de Triathlon e Confederação Brasileira de Triathlon, valeu também como seletiva para o Mundial Júnior da modalidade (16 a 19 anos). Nessa categoria, foram vencedoras as paulistas Carolina Furriela e Verônica Mello. No masculino, se classificaram João Morgado (SC) e Matheus Diniz (GO). “Esses atletas vão disputar em agosto, no Japão, o Mundial da Categoria Júnior”, informou o presidente da Federação Baiana de Triathlon, Marcelo Afonso Carvalho.
Atual campeã baiana da categoria elite e brasileira da categoria amadora (40 a 44 anos), Sandra Midlej, 40 anos, é patrocinada pelo Faz Atleta/Expressa, programa da Sudesb que incentiva o esporte amador, olímpico e para-olímpico. Na competição de domingo ela ficou em primeiro lugar em sua categoria. Praticante do esporte há 25 anos, disse que a paixão começou quando assistiu uma prova de Ironman (competição com longas distâncias). “Foi amor a primeira vista”.
Sandra tem uma intensa rotina de treinos, que nas terças, quintas e sábados, começam às 4h30, quando sai para pedalar. “Esse é o melhor horário, pois o trânsito ainda está livre”. Na piscina da Fonte Nova a atleta faz natação diariamente e treina na pista três dias da semana. Nos fins de semana, chega a correr 21 quilômetros e pedalar mais 80.
Formada em Direito, Sandra deixou a carreira de advogada para se dedicar exclusivamente a de atleta. Atualmente, concilia a atividade esportiva com a Faculdade de Jornalismo, o que a motivou deixar de disputar provas mais longas, como a Iroman (3,8 quilômetros de natação / 180 de ciclismo / 42 de corrida). Com orgulho, Sandra fala de sua superação e resistência. “A vida de atleta não é fácil. Além da rotina de treinos tem o problema financeiro, não é todo esporte que é rentável”. Porém se diz satisfeita por vencer esses obstáculos e passar uma imagem de saúde. “Incentivar outras pessoas a terem qualidade de vida é uma grande vitória”.
Vovô Atleta
“Vai Paraíba”, era o grito que se ouvia quando Geraldo Alves, 49 anos, passava correndo perto da esposa, filhas e netos. “Quando a prova é por perto, toda a família vem prestigiar”, diz Francisca, mulher de “Paraíba”, como é mais conhecido o marido. A filha do casal, Silvane Alves, conta que desde criança ela e a irmã Eni vão às competições disputadas pelo pai. “Agora, nós levamos os meninos para torcerem pelo avô”, conta se referindo ao filho Vítor e à sobrinha Emily.
Patrocinado pelo Faz Atleta/Indiana Veículos, Paraíba é um dos precursores do triathlon na Bahia, começando a competir em 1987. Como rotina de treino, ele nada quatro mil metros por dia na piscina da Fonte Nova; às segundas e quartas, corre de quatro a seis quilômetros; e nas terças e quintas pedala de 40 a 60 quilômetros. “Nos fins de semana, intensifico os treinos e chego a pedalar 120 quilometros”, conta Paraíba, ainda recuperando o fôlego da forte competição.
Outros três atletas patrocinados pelo programa disputaram a prova: Rafael Peralva (Faz Atleta/Artemp Engenharia); Neli Jamil (Faz Atleta/Machado Lima); Igor Costa (Faz Atleta/Maprom/Os Rodrigues).