Até amanhã (8), na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), no Centro Administrativo, gestores de cultura de diversos municípios baianos estarão reunidos no I Encontro de Dirigentes de Cultura, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). A intenção é discutir a descentralização das ações governamentais na área cultural, além de promover a sua interiorização.
“A partir do diálogo franco e da troca de idéias, poderemos construir uma política estadual de cultura”, afirmou, domingo (6) à noite, o governador Jaques Wagner, na abertura do evento, no salão nobre da Reitoria da Ufba.
Para o secretário de Cultura, Márcio Meireles, a interlocução com os dirigentes de cultura é um passo importante para a democratização do acesso à cultura. “Vamos trabalhar na construção de um fórum de dirigentes municipais de cultura para construir um Sistema Estadual de Cultura”.
O secretário ressaltou que a preservação da identidade e da diversidade cultural é um dever do estado. O diálogo entre os municípios, segundo ele, vai ajudar a construir uma política pública participativa “para que o governo possa olhar realmente para as culturas populares, indígenas e quilombolas”.
Um dos aspectos do evento, que contou com a presença dos secretários estaduais, é a busca pela transversalidade da cultura através de um diálogo permanente com todas as secretarias. A superintendente de cultura do estado, Ângela Andrade, explicou que a cultura tem um papel estruturante para o desenvolvimento econômico e social.
“Poderemos, por exemplo, apoiar a Secretaria de Educação na implementação das ações previstas na lei 10.639, que trata de questões relativas à preservação da identidade racial, em todas as escolas”, disse.
O espetáculo de abertura do encontro, sob a coordenação do diretor musical do Bando de Teatro Olodum, Jarbas Bittencourt, dá o tom da diversidade cultural do estado. Foram quatro apresentações curtas da Orquestra de Berimbaus, do grupo Bahia Sopros, Barravento e Eletropercussivo que, ao final, se juntaram para apresentar a canção Roda Pião . “São 35 músicos, de quatro grupos diferentes. O objetivo foi mostrar a intenção do governo de criar uma política que enxergue a nossa diversidade cultural, entendendo que todos as vertentes da nossa cultura são merecedoras de atenção e podem conviver harmonicamente”.