Violência política e urbana são os enfoques dos filmes Chuvas de Março, de Johny Guimarães e Volney Menezes, Lua Violada, de José Umberto, e Reversos,de Paula Príncipe, Daniel Dourado e Gabriel Teixeira, integrantes do programa Quartas Baianas de amanhã (28), às 20h, com entrada franqueada ao público, na Sala Walter da Silveira.
O projeto, que dá divulgação prioritariamente à produção dos realizadores da Bahia, é iniciativa da Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas), em parceria com a Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV).
Chuvas de Março é um documentário historiográfico, de longa-metragem (74 min), realizado como trabalho final do Curso de Pós-graduação do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Através de seus registros audiovisuais, faz um levantamento histórico relativo aos anos 60, em Feira de Santana, delimitando aspectos da vida sócio-política, econômica e cultural, para fazer traduções (mapeamento) do imaginário dessa população.
O filme problematiza os acontecimentos que culminaram no golpe militar de 1964 e os anos que se seguiram, retratando e resgatando uma memória, já em boa porção adormecida.
Concluída em 2002, a obra ficcional de curta-metragem (21 min) Lua Violada é ambientada nos momentos iniciais da deflagração do golpe militar de 1964. A história é narrada a partir da vivência de dois adolescentes na noite de uma pacata cidade do Recôncavo baiano.
O diretor e roteirista José Umberto fez Lua Violada no formato 35mm, com direção de arte de Ewald Hackler, fotografia de Lázaro Faria e elenco integrado por Igor Marcelame, Gilson Santos de Assis, Deusi de Magalhïes, Ewald Hackler, Marcos Machado, Paula Hazin, Elói Barreto, Roberval Barreto e Roque Araújo.
O curta-metragem de apenas 5 minutos Reversos explora a sensação da violência urbana do ponto de vista de um assaltante, que passa muito rapidamente da condição de opressor para o de oprimido, quando é apanhado por homens armados, que o levam do local do crime até um matagal deserto e lá é morto. O filme é de 2005.