Governo aposta no retorno às aulas segunda-feira

16/09/2007

Com a preocupação de garantir o ano letivo dos estudantes da rede estadual de ensino, especialmente daqueles que vão se submeter ao vestibular em 2008, o governo do estado decidiu suspender o recesso escolar do meio do ano, que deveria ocorrer de 25 de junho a 9 de julho. Após 45 dias de paralisação, as aulas deverão ser reiniciadas segunda-feira (25) e para evitar prejuízos aos alunos, há a necessidade de reposição das aulas perdidas. Para isso, o governo está elaborando um calendário para recuperar o tempo perdido.


O governo está garantindo, ainda, o pagamento, em folha suplementar, dos salários dos professores que retornaram às aulas após a confecção da folha de pagamento dos servidores do estado. Já o ponto dos professores que se mantiverem em greve será cortado, conforme assegurou o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa.


Ele explicou que, como o período de greve difere em cada unidade de ensino, o calendário não poderá ser unificado e, por isso, será elaborado levando em conta os dias parados por cada escola. O secretário informou que, para viabilizar o retorno às aulas, é necessário um esforço conjunto dos diretores de escola, professores, alunos e do próprio governo. Por isso, a equipe do governo estará reunida, amanhã (22), pela manhã, com diretores das escolas, para definir o calendário de cada unidade de ensino.


O secretário confirmou o corte do ponto dos professores que não retomarem o trabalho. Conforme ele, 30% das escolas estaduais não pararam suas atividades. No interior, onde está concentrado o maior número de escolas, 80% das escolas já voltaram às aulas. Em seis cidades a greve foi mantida. Em Salvador, onde funcionam 51 escolas a paralisação continua. Apenas nove escolas voltaram a funcionar, segundo os dados anunciados por Rui Costa, que também informou que foi retomado o diálogo com os professores universitários.


Reabertura das negociações


Com a intermediação da Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes), os professores universitários decidiram reabrir o canal de negociação com o governo. “Sensível aos prejuízos, a categoria universitária volta a negociar com o governo na busca do entendimento”, salientou o secretário. O governo se comprometeu a instalar a mesa setorial para discutir as questões específicas da categoria, mesmo com a manutenção da greve, tendo como promessa dos professores das universidades estaduais a discussão, no dia seguinte à instalação da mesa, o fim da greve.


Para Rui Costa, a decisão dos professores universitários é uma demonstração positiva, razão pela qual o governo optou por reabrir o diálogo com a categoria. “A mesma proposta foi feita aos professores da rede estadual, que não aceitaram”, salientou o secretário das Relações Institucionais.


De acordo com ele, ficou definido, pelo regimento da Mesa Central de negociação, que nenhuma pauta específica seria discutida na mesa geral, fórum para a discussão do reajuste salarial de todos os servidores públicos do estado. As reivindicações específicas ficaram para serem discutidas no âmbito das mesas setoriais de cada categoria. A Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB/Sindicato) foi um das entidades sindicais que assinou o regimento concordando com o estabelecido ali”.