Em reunião para avaliar e acompanhar o andamento dos itens acordados entre o Governo do Estado e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, garantiu o cumprimento das metas para o ano de 2007, além de mostrar os avanços nas ações que envolvem diretamente a secretaria. O encontro foi hoje (26), no auditório da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), no CAB, e contou com a participação de representante das nove regionais do MST no estado.
O secretário deu como exemplo o programa de distribuição de mudas e sementes que começa no próximo mês, a simplificação dos critérios exigidos pela Caixa Econômica Federal para a reforma das 5 mil casas, a articulação, via Conder, para a construção das 3 mil casas, o estudo em fase avançada para a recuperação dos 700 quilômetros, faltando apenas a licitação, assim como a contratação, através da Coordenação Desenvolvimento Agrário (CDA), de 250 profissionais para prestar assistência técnica, além do atendimento da demanda de energia elétrica nos assentamentos.
Segundo Simões, os recursos para o cumprimento da pauta estão assegurados, os estudos viabilizados e muitos processos em tramitação na Procuradoria Geral do Estado (PGE). “Estamos avançados em muitos pontos. Estamos trabalhando prioritariamente com projetos e contratos voltados para assentamentos e agricultura familiar”, disse.
Segunda-feira (1º) o secretário irá à sede do Incra (CAB), onde 800 famílias estão acampadas desde ontem (25), para apresentar o calendário de execução dos itens acordados, entre eles obras de infra-estrutura, obtenção de terras, comercialização, educação, saúde, dentre outros. A Seagri, além de desenvolver e executar o que for da sua competência, está responsável por coordenar e articular as ações com outras secretarias.
Para Lúcia Barbosa, integrante da regional da Chapada Diamantina, o movimento tem tranqüilidade em relação à garantia que Governo do Estado tem dado, mas é preciso que as ações cheguem até os assentamentos. “Para nós que estamos à frente, não é fácil voltar para casa sem nada de concreto. Entendemos a burocracia, contudo é necessário firmar um calendário para o inicio da execução dos projetos”, enfatizou.
Governo garante cumprimento da pauta do MST
26/09/2007