O grupo Propertylogic prevê investimentos de até 500 milhões de euros, ao longo de dez anos, na construção de um complexo turístico de alto luxo em uma área de 1.100 hectares de reserva natural, na Ilha de Cajaíba, no município de São Francisco do Conde, Recôncavo baiano. O grupo tem capital britânico e holandês e sede em Málaga, na Espanha.
O projeto prevê a criação de 6 mil novos empregos diretos e será implantado por etapas. Na primeira fase serão construídos quatro hotéis que deverão ser administrados por bandeiras diferentes. Seguindo uma tendência mundial do setor, também estão previstas residências, configurando em mais uma opção para o que preferem se estabelecer no local. Serão construídas Vilas Turísticas com restaurantes, cafés, bares e lojas visando dar movimento ao local.
No total o projeto inclui sete hotéis, com 4.166 apartamentos; 604 vilas turísticas; 2.167 quartos de hotel, padrão cinco estrelas; campo de golfe com 18 buracos; marina; campos esportivos; shopping e serviços; centro educacional; spa; heliporto; centro eqüestre; piscinas; campo de futebol; quadras de tênis; além de outros equipamentos.
Também faz parte do projeto a criação de um centro de pesquisa & educação em cooperação com uma universidade brasileira, além de projetos de conscientização da importância de proteção dos manguezais e o incentivo às trilhas ecológicas para grupos limitados, para enfatizar o conceito de eco-resort do empreendimento.
O resort ocupará aproximadamente 300 hectares e o campo de golfe 100 hectares. O projeto piloto foi apresentado segunda-feira (28), na Secretaria de Turismo da Bahia, em um encontro que reuniu o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, representantes do CRA e do Ibama, o arquiteto André Sá, autor do projeto arquitetônico e urbanístico, diretores e assessores da Propertylogic.
Atrativos históricos e belezas naturais
A Ilha de Cajaíba possui atrativos históricos, como sobrado e fábrica do engenho Cajaíba, tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (Ipac), um importante remanescente da época da exploração da cana-de-açúcar no Recôncavo baiano. A edificação, de propriedade do Barão de Cajaíba, foi erguida no início do século XIX para substituir o primeiro engenho que teria sido construído no século anterior, entre 1712 e 1715. O Barão também se destacou nas lutas pela Independência da Bahia e, em 1837, converteu o engenho em um centro de operações militares, reunindo líderes legalistas baianos para lutar na revolta conhecida como Sabinada.
Entre as belezas naturais do local, se destacam os manguezais e uma baía com águas mansas e mornas. São oito quilômetros de extensão e sua localização é privilegiada, fica em frente à sede do município, a cidade de São Francisco do Conde, na foz do rio Sergi, separada do continente por um canal. A ilha é circundada por uma vegetação exuberante, composta por plantações de cacau, árvores frutíferas, reserva de Mata Atlântica e palmeiras imperiais.