Responsável pelo atendimento a gestantes e crianças de uma região formada por mais de 70 municípios, o Hospital Materno-Infantil Esaú Matos, em Vitória da Conquista, terá sua área ampliada em 30%. As obras, em fase bastante adiantada, foram visitadas ontem (22) pelo secretário da Saúde do estado, Jorge Solla, acompanhado do superintendente de Atenção Integral à Saúde, Alfredo Boa Sorte, do coordenador estadual de Saúde Mental, Paulo Gabrielli, e da diretora da 20ª Dires (Diretoria Regional de Saúde), Marilene Barbosa.
A ampliação está sendo feita com recursos do Ministério da Saúde e da prefeitura de Vitória da Conquista. Para a nova área, será transferida a UTI Neonatal, hoje com apenas quatro leitos e que terá sua capacidade ampliada para dez leitos. Também será implantada uma unidade de terapia semi-intensiva com 24 leitos, além de lavanderia, Laboratório Central Municipal e uma farmácia.
Com atendimento totalmente gratuito, coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Esaú Matos dispõe de mais de 100 leitos para assistência ginecológica e pediátrica, inclusive em cirurgias eletivas e pequenas cirurgias plásticas. As ótimas condições da unidade são atestadas pelas próprias pacientes, que apontaram, em recente pesquisa espontânea, aprovação de 98% na higienização e 95% no pronto-atendimento. São quase 2 mil pacientes/ano somente no atendimento pré-natal de alto risco.
Para a obstetra Vitória Muniz, falta apenas maior ênfase no trabalho de planejamento familiar, para alcançar, principalmente, as mulheres mais jovens. ""Cerca de 30% dos partos feitos aqui são em adolescentes com menos de 18 anos. Muitos partos são prematuros, porque muitas dessas jovens usam medicamentos para uso gástrico de efeito abortivo, em qualquer estágio da gravidez"".
Amigo da Criança
Único hospital municipal na Bahia com residência médica em ginecologia e obstetrícia, o Esaú Matos dispõe também de um completo Centro de Diagnóstico por Imagem, onde são feitas ultrassonografias, mamografias, raios X, endoscopia, colonoscopia e outros procedimentos, e uma estrutura completa de atendimento às crianças e aos pais, com sala de conforto e espaço interno e externo de recreação, este dotado de um parquinho com brinquedos variados.
Cedido pelo município à Santa Casa de Misericórdia em comodato por 15 anos, em 2001 o hospital passou novamente para a administração da prefeitura, por iniciativa do então secretário municipal de Saúde e hoje estadual, Jorge Solla, querealizou obras de completa reforma estrutural na unidade. Em agosto daquele ano, o hospital foi reinaugurado e credenciado ao SUS e, em fevereiro de 2003, tornou-se o sétimo na Bahia a receber o título de Hospital Amigo da Criança, conferido a instituições que estimulam a amamentação.